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Personagens e lugares da série Harry Potter pertencem a JK Rowling e Warner Brothers. Essa história é apenas uma fanfic sem intenção de ferir os direitos autorais. Personagens originais inventados para continuidade da história.

Harry Potter Publishing Rights © J.K. Rowling. Harry Potter characters, names and related are trademarks of Warner Bros. All rights reserved. My history is a fanfiction. Not intention infringe copyright



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sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Ano 2 Cap 6 Ação e reação




Olá, bruxinhos e bruxinhas! Mais um capítulo. Espero que gostem! Se puderem, compartilhem com um amigo que possa gostar dessa história também. 



Capítulo 6

Ação e reação



Rosa e Escórpio encontraram-se no corredor enquanto buscavam uma cabine.

– Oi – disse ela, sorrindo. – Como foram as férias?

– Oi – disse ele e deu de ombros. – Normal.

– Quem é o cabeça de trasgo que tá embaçando a passagem? – gritou Tiago, no corredor cheio de gente. Escórpio e Rosa coraram e continuaram seus caminhos.



Rosa estava em uma cabine com Alvo e Mary. Ali pela hora em que o carrinho de doces passou, Nikolai apareceu com a irmã, Melina.

– Ei, pessoal – disse o menino. – Sentimos falta de vocês na Copa.

– Minha mãe não pôde ir. Coisas do trabalho – disse Rosa.

– Soube da sua mãe ser candidata a Ministra – disse Melina. – Meu pai vai declarar apoio publicamente. Ele acredita que ela ganhará com certeza.

– Todos estão confiantes.

– Uma nascida-trouxa em um dos cargos mais importantes da Magia – completou Nikolai, sorrindo. – Será um grande feito.

– Com certeza.

– Gostaria de poder votar. Mas papai e mamãe farão isso – disse Mary.

– Soube que o pai do Malfoy pode ser candidato pela oposição – sussurrou Nikolai, como se fosse um segredo.

– Não tem a menor chance – disse Alvo. – Apesar de que o apoio à Supremacia Sonserina está crescendo, infelizmente.

– Sim. Uns idiotas, mas perigosos – confirmou o colega.

🦉

A primeira aula, na manhã seguinte, foi de História da Magia, com o prof. Binns. Todos ainda estavam agitados com o fim das férias, mas bastaram dez minutos do discurso do professor para os estudantes entrarem em um torpor e quase caírem da cadeira.

Rosa, Alvo, Mary e Escórpio pareciam ser os únicos a prestar atenção. Rosa anotava todas as datas que o prof. Binns falava e mal levantava os olhos.

Um origami de coruja sobrevoou as cabeças dos alunos e caiu na frente de Rosa, que se assustou. Ela pegou-o e leu as palavras apertadas na asa: SANGUE-RUIM. A garota amassou o papel e olhou para trás. Rick Flint e Evelyn Pucey estavam rindo.

– Não liga pr'aqueles idiotas – falou Mary, baixinho.

– Eu não ligo. – Rosa amassou o papel e voltou a escrever.

Quando a aula terminou, Escórpio saiu da sala e interceptou Flint, com a varinha na mão.

– Para de importunar a Rosa, Flint – disse ele, com raiva. – O que ela fez pra você, cara?

– Sei lá – disse Rick, fingindo pensar. – Só... não gosto do cheiro, sabe.

Rick e Evelyn riram. Mas Escórpio desferiu um soco no colega que o lançou no chão.

– Sr. Malfoy – disse a profa. Merrythought, aproximando-se. Evelyn ajudou Rick a se levantar. – Menos vinte pontos para Sonserina. Sala da profa. Greengrass, agora.

Escórpio acompanhou a professora de Feitiços, mas ainda olhou com raiva para Rick. Afinal, a profa. Greengrass lhe deu detenção por bater em um colega, mas lhe devolveu dois pontos por defender alguém contra um preconceituoso.

– Um erro não anula outro, Escórpio. Aprenda se controlar.

Escórpio encontrou Rosa a caminho do Salão para o almoço. Ela perguntou o que tinha acontecido e que todos estavam comentando que ele bateu em Flint.

– Agora estou de detenção na sexta e no sábado. Mas o Flint também está.

– Não precisava me defender.

– Precisava sim.

Ela meio que sorriu.

– Você foi à Copa?

– Não. Fiquei de castigo. – Rosa parou e olhou para ele. – Por causa do sapo de chocolate e tudo mais.

– Ai, só se mete em confusão.

Eles chegaram à mesa da Grifinória.

– Não posso me sentar aqui.

– Por que não? Tem algo no regulamento? Senta – ela indicou o banco ao lado dela. Escórpio sentou-se.

Tiago aproximou-se, aborrecido com alguma coisa, acompanhado por Fred.

– Que aconteceu? – perguntou Rosa, quando ele se jogou ao lado de Alvo.

– A Corner não... – começou Fred, mas Tiago viu Escórpio.

– O que tá fazendo aqui? Evapora!

– Tiago – recriminou Rosa.

– Por que é amiga desse Malfoy?

– É melhor eu ir – disse Escórpio, fazendo menção de se levantar.

– Não – disse Rosa, segurando o braço dele. – Tiago é um metido que fica querendo mandar em mim.

As pessoas ao redor já estavam olhando.

– Tio Rony pediu pra cuidar de você. Ele não gosta desse menino. Ele é um Malfoy. Eles são maus.

Escórpio levantou-se e saiu. Rosa foi atrás dele. Ela atravessou o Saguão e o encontrou no corredor de pedra que levava às masmorras.

– Espera.

Rosa passou a frente dele, mas Escórpio abaixou a cabeça e virou de costas, passando a mão no rosto. Ela passou à frente dele.

– Você tá chorando?

– Claro que não – ele tornou a virar de costas para ela.

– Não tem problema nenhum você chorar – ela passou a mão na bochecha dele. – Não liga pro Tiago.

– Acha mesmo que minha família é mau? – perguntou ele, olhando para os pés.

– Eu não conheço sua família, além do que já ouvi falar. Mas você é legal e isso que conta – ela deu um tapinha no braço dele. Escórpio olhou para Rosa e ela sorriu.

– Valeu, Rô.

– A gente se vê na aula de Defesa, então – disse ela e voltou pelo corredor, para o Saguão, enquanto Escórpio pensava sobre o que a menina dissera.

***

 

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Ano 2 Cap 5 O acordo

 


Capítulo 5

O acordo

Draco virou-se e foi até a janela. Ele sentiu os braços da mulher ao redor dele, então virou-se e a abraçou.

– Ele nunca vai entender.

– Talvez um dia – disse ela, afastando-se. – Vou falar com ele.

Astoria saiu e a porta se fechou com um clique.

Escórpio estava no quarto, sentado na poltrona, perto da janela, com a cabeça baixa.

– Querido?

– Quero ficar sozinho, mãe – disse o menino.

– Tudo bem. Mas quando quiser falar, estou aqui, tá?

Escórpio balançou a cabeça e a mãe saiu. Ele estava com raiva. Queria quebrar aquele quarto todo. Por que estava tão enraivecido? Sempre soubera que seu avô e seu pai foram Comensais da Morte. Eles sempre foram olhados meio de lado por algumas pessoas. Por isso fora criado dentro da Mansão, protegido pela mãe o máximo que pudera.

Mas seus amigos sempre tiveram um certo orgulho de seus avós terem feito parte do círculo íntimo de Voldemort, como Vicente Goyle, cujo avô também era ex-Comensal e ainda estava em Askaban. Marcel Pucey até disse, certa vez, que gostaria de ter sido um, como seu avô materno, Parkinson. Coisa que Escórpio achou um absurdo. A verdade era que os Malfoy sempre tiveram sangue nas mãos. Escórpio sentiu nojo de si mesmo.

Ele levantou-se, pegou pergaminho e pena. Pensou em escrever para Rosa, mas como diria essas coisas a ela? Talvez até ela já soubesse, sendo seus pais e tio quem eram. Talvez ele devesse escrever a Ted e Andrômeda e pedir desculpas. Mas ela nem desculparia, depois de tantos anos, de tantas perdas... O menino rasgou o pergaminho e jogou o tinteiro na parede, que se partiu.

Astoria voltou ao quarto, um tempo depois, e encontrou o filho aninhado perto da cama, chorando. Ela correu para ele e o abraçou.

– Não é culpa sua, bebê – Astoria passou a mão nos cabelos dele. Mas ela o deixou chorar até virar soluço. – Olha pra mim.

Os dois encararam-se nos olhos.

– Nada do que aconteceu na família da sua avó ou na Guerra tem a ver com você. As pessoas erram e têm que conviver com seus erros. Você não deve carregar o peso dos erros de ninguém, me escutou?

Escórpio balançou a cabeça. Ele passou as mãos no rosto.

– Arrume suas coisas no malão, para voltar a Hogwarts. Vai ter um novo ano, aprender coisas novas, fazer novos amigos. Não fique pensando em problemas de adultos – Astoria sorriu. Ela acenou com a varinha; o pergaminho e o tinteiro se refizeram. Outro aceno e a tinta foi sugada do chão. – E olha – ela pegou o rosto do filho e passou a mão nas bochechas dele. – Se quiser falar com seu primo, pode tentar. Se ele não quiser responder, fazer o quê. Seu pai não precisa saber – ela cochichou.

🦉 

Rosa despediu-se dos pais, na Plataforma Nove e meia, no dia primeiro de Setembro.

– Cuide-se, viu, querida – disse Hermione, abraçando-a. – E não esqueça de escrever.

– Claro que não, mãe – falou Rosa. – Tchau, Hugo – ela abraçou o irmão.

– Não vejo a hora de chegar logo ano que vem – falou o menino, ansioso.

Rony abraçou a filha e ajudou-a a colocar o malão no trem. Ao mesmo tempo, ele viu Escórpio se aproximar com a mãe. Ele e Rosa se cumprimentaram e subiram. Rony afastou-se para perto dos Potter. Quando Gina largou Tiago, ele chamou o menino.

– Tiago, faz um favor pro seu tio-padrinho? – perguntou Rony, baixinho, para Gina não ouvir.

– Claro, tio – disse Tiago.

– Fica de olho na Rosa pra mim. Não deixa ela ficar de conversinha com o Malfoy.

– Tá – disse Tiago –, mas tem uma condição – acrescentou, lembrando de uma coisa.

– Condição?

– Sabe como é, né? – falou o garoto, como quem não quer nada. – Você precisa de algo e eu preciso de algo.

– É dinheiro que você quer? – Rony riu, contrafeito.

– Não. É que eu gosto de uma garota. E ela ficou interessada em um colar da loja de Madame Malkin, mas a Vick trabalha lá e eu não quero que ela conte a todo mundo que eu comprei.

– Quer que eu compre o colar? – perguntou Rony.

– É. E me mande antes do Natal.

– Feito – disse Rony e apertou a mão do sobrinho.

– Rony! – chamou Gina. – Vai deixar Tiago embarcar?

Tiago correu para o trem antes que as portas se fechassem. Ele debruçou na janela e acenou para os pais e os tios na plataforma,

– O que estava falando com Tiago? – perguntou Hermione ao marido, desconfiada.

– Só dando uns conselhos. Vamos.

 

 ***

 

 

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Ano 2 Cap 3 No Beco Diagonal

 Olá, bruxinhos e bruxinhas! Mais um capítulo. Deixem um comentário para eu saber o que acharam. E se puder, compartilhem com seus amigos.

                                    

Capítulo 3

No Beco Diagonal

O dia de comprar os materiais para Hogwarts era sempre animado. Rosa acordou cedo. Sua mãe não poderia ir com ela, mas seu pai estaria no Beco Diagonal, na Gemialidades Weasley, e sua tia Angelina também estaria lá, acompanhando os próprios filhos. Tia Gina estava na Bulgária, por isso os Potter também os encontrariam lá.

– E Victorie vai começar a trabalhar na Madame Malkin – disse Hermione. – Vai ajudá-la com as roupas.

– Não se preocupe, mãe, posso me virar sozinha.

Hermione sorriu, contrafeita.

Depois do café, Rosa, Hugo e Rony desembarcaram na lareira do escritório da Gemialidades. Tio Jorge levantou a cabeça e sorriu. Cumprimentou-os, animado. Ted entrou no escritório, com os cabelos roxos, como o uniforme.

– Eaê? – ele bateu nas mãos espalmadas de Hugo e de Rosa. – Os Potter já passaram por aqui. Estão esperando vocês na Madame Malkin.

– Valeu, Ted. Vou lá, pai.

– Certo – disse Rony.

Victorie sorriu, cintilante, para os primos, quando eles entraram na Madame Malkin. Ela os ajudou a ajustar as vestes, enquanto Lílian e Hugo observavam, invejosos. Mas, depois, Rosa deixou o irmão comprar sorvete e uma blusa nova do Chudley Cannons, na loja de esportes mágicos, com o dinheiro que o pai lhes deu.

🦉

Escórpio parou na frente da Gemialidades, pensando em entrar. Ele nunca entrara na loja pois seu pai não deixava. Vicente Goyle ou Rick Flint que compravam algo para ele. Mas seu pai não estava ali e sua mãe estava no boticário. Ele empurrou a porta e entrou. Estava cheia. Havia prateleiras cheias de Nugá Sangra-nariz, Vomitilhas, Fantasias Debilitantes, Febricolates, Penas coloridas autocorretiva, capas da invisibilidade, chapéus que murchavam as orelhas...

– Posso ajudar?

Escórpio assustou-se. Virou-se e viu um rapaz de cabelo colorido que ele já vira no jornal e na Plataforma nove e meia.

– Ahn... só estou olhando... eu nunca tinha vindo aqui.

– Não? – Ted ficou surpreso. Avaliou-o por uns segundos. – Ei, você é o garoto Malfoy?

– Sou. Escórpio Malfoy.

– Sou Ted Lupin – ele estendeu a mão. O menino apertou-a. – Não sei se sabe, mas somos primos. Sua família não deve ter te contado sobre isso, claro... Sua avó Narcisa é irmã da minha avó, Andrômeda.

 Escórpio ficou surpreso. Ele sabia que sua avó tinha uma irmã, mas ela morrera na Guerra. O menino prescrutou o primo à procura de algum traço da família Black.

 – Eu... desculpa...

– Malfoy? – perguntou Tiago. Escórpio se virou. Rosa e os primos vinham entrando. – Comprando mais Vomitilhas?

– Deixa ele, Tiago – falou Rosa. – Oi, Escórpio.

– Oi. Eu já... ‘tava indo.  

O menino saiu, rápido, da loja. Ele subiu a rua, com a cabeça baixa, pensando sobre o que acabara de descobrir, e bateu em alguém.

– Querido – disse Astoria –, estava procurando você. – Ela percebeu a expressão dele. – O que aconteceu?

– Mãe, por que a vovó Narcisa não vê a irmã dela? Eu tenho um primo e nem sabia.

Astoria desviou o olhar. Ela levou o filho para a Sorveteria Florean Fortescue e eles pediram grandes sorvetes de chocolate.

 – Bom, eu não deveria ser a pessoa a te contar isso, querido, mas a família de seu pai não vai falar. Sua avó teve duas irmãs, Bellatriz e Andrômeda. Andrômeda casou com um nascido-trouxa; eles se conheceram em Hogwarts. E ela foi deserdada e banida da família.

– Mas... ela não fez algo errado – disse ele, impressionado.

– Não. Ela só se apaixonou por alguém que não tinha Sangue-puro, como a família queria. Sua avó, Narcisa, casou com Lúcio Malfoy, que era de uma família Sangue-puro respeitada, assim como sua tia-avó, Belatriz, casou com Rodolfo Lestrange.

Escórpio mexeu no sorvete, se sentindo vazio.

– Papai casou com você só porque você é Sangue-puro?

Astoria sorriu e passou a mão nos cabelos do filho. 

– Seu pai mudou muito, depois da Guerra, filho. Nós ficamos amigos e nos apaixonamos. Acredito que ele me ama. Do jeito Draco Malfoy de amar, mas sim.

– Mesmo assim, nunca falaram nada sobre a Andrômeda e o Ted.

– É – Astoria se ajeitou na cadeira. – É um assunto complicado. Ainda mais pra falar com uma criança.

– Não sou mais criança.

– Claro, adulto de doze anos.

– Vou falar com meu pai – disse o menino, decidido. – Quero conhecer minha tia.

A expressão de Astoria fechou. – Ele não vai gostar nada disso.  

***

domingo, 21 de setembro de 2025

Ano 2 Cap 2 A família Greengrass-Malfoy

 Olá, bruxinhos e bruxinhas! Mais um capítulo para vocês. Demorou porque tive alguns problemas e fiquei desanimada. Mas saiu.

 


Capítulo 2

A família Greengrass-Malfoy

Escórpio estava sentado à mesa do almoço, com seus pais e seus avós, que vieram visitá-los. Narcisa e Lúcio Malfoy, loiros e austeros, cortavam o faisão, com enfado. César e Altiva Greengrass eram o oposto. Ele, bonachão, piscou para o neto, sussurrando para que não se preocupasse. Altiva comia, despreocupada. Todos estavam em silêncio, pois, mais cedo, havia ocorrido uma discussão entre os adultos. Escórpio se sentia mal, pois achava que a culpa era dele...


– Ele não vai – dissera Astoria, taxativa.

– Por quê? – quis saber Draco.

Porque se comportou mal na escola e está de castigo. Sabe muito bem, Draco.

– Por causa da menina Weasley? – perguntou Lúcio, intrometendo-se na conversa.

– Sim.

O homem bufou, com desdém.

– Filha – disse Altiva –, o menino adora quadribol. Deixe ele ir.

– Não!

– Tudo bem – disse Escórpio, sem graça, entrando na sala. – Eu não quero ir.

Astoria foi até ele.

– Venha, querido. Isso é conversa de adulto.

Eles subiram para o quarto de Escórpio. Astoria sentou-se no recamier. Ela olhou para o filho.

 – Querido, eu sei que você ama quadribol e que seu pai te leva, sempre, às finais da Copa. Mas você fez algo errado, tratou mal sua colega...

– Eu sei, mãe. Eu me arrependi do que fiz. Foi errado.

– Ótimo. Você entende melhor que os adultos...


– Cheguei – disse Dafne, entrando na sala. Ela sorriu, tirando a capa, revelando um vestido verde, com desenhos de sóis, demasiado trouxa para o gosto de Altiva. – Desculpe o atraso. A sra. Greengrass deu um muxoxo de impaciência e reclamou que ela nunca aparecia, nem nas férias. – Sem exagero, mãe. Estive aqui, semana passada. Meu sobrinho preferido.

Escórpio se sentiu melhor por ver a tia, e ela lhe deu um beijo na bochecha, ao sentar a seu lado.

– Obrigada, Zig. Pode deixar – disse ela, quando o elfo se adiantou para servi-la. – Que caras são essas?

– Estão chateados porque Hyp não vai à Bulgária.(– Não chame ele assim – disse Draco.)

– Ah, pensei que era por causa da matéria da Skeeter.

– Vou meter-lhe um processo – disse Draco, entredentes.

– Isso é brincadeira de adolescente que não tem o que fazer – disse Lúcio, tomando um gole de vinho.

– Não acho que isso é brincadeira – disse Dafne, séria.

– Vi sua nota, querida. Dumbledore ficaria orgulhoso do trabalho que fez com você.

– Isso é um elogio – disse Dafne, encarando-o. Ele levantou uma sobrancelha.

– E parece que teremos uma Weasley no Ministério – disse César.

– Weasley por casamento. Ela é uma nascida-trouxa – falou Lúcio.

– O que não a desabona em nada – disse Astoria. – Hermione tem sido uma voz potente no Ministério, há séculos. Não me surpreende ela chegar à Ministra.

– Vai votar nela, Astoria? – questionou o sogro. A mulher encarou-a.

– Vou.

Draco olhou para mulher, que sustentou seu olhar. Dafne sorriu.

– Quem a oposição deve anunciar, Lúcio? – questionou César.

– Tenho ouvido rumores, mas alguns pretendentes declinaram – os olhos cinzentos dele passaram pelo filho. – Higgs tem sido cogitado.

– Ele não tem a menor chance contra a Hermione – riu-se Dafne.

– Draco teria dado um bom nome – disse o sr. Greengrass e um silêncio recaiu sobre a mesa. Escórpio olhou para o pai.

– Hum... Nunca tive pretensões políticas, César.

– E não seria de bom tom se indispor com os Weasley e Potter – alfinetou Dafne. Os olhos de Draco faiscaram para ela.

A sra. Greengrass repreendeu-a com o olhar, mas Dafne continuou comendo. Ela olhou para Escórpio e piscou.

***

Deixe um comentário para eu saber o que acharam! Até a próxima. Nox! 

terça-feira, 2 de setembro de 2025

Ano 2 Capítulo 1 Recortes do Profeta Diário

 

Rosa e Escórpio Ano 2

Capítulo Um

Recortes do Profeta Diário



HERMIONE GRANGER-WEASLEY CANDIDATA À MINISTRA DA MAGIA

Por Romilda Vane

Segundo fontes, a atual Chefe do Departamento de Execução das Leis da Magia, Hermione Granger-Weasley, será candidata ao Cargo de Ministra da Magia, na próxima eleição.

Em reunião a portas fechadas, ela, Harry Potter e o atual Ministro, Kingsley Shacklebolt, estariam ajustando detalhes do anúncio oficial. Amigos de longa data(e segundo fofocas, mais que amigos), claro que ela teria o apoio de Harry Potter.

Há 20 anos no cargo, Shacklebolt também sempre obteve apoio do eterno Menino Que Sobreviveu. Embora ainda seja obscura a relação simbiótica dos dois. Levando em conta que o Ministro treinou Potter como auror e o ajudou a chegar a Chefe do Departamento de Aurores, claro que um apoiaria o outro. E não é de se surpreender que a nascida-trouxa, fiel escudeira de Potter, chegaria ao segundo maior cargo dentro do Ministério. Por que Potter mesmo nunca sucedeu Shacklebolt é a pergunta que não quer calar. Talvez ele goste de aproveitar o poder nos bastidores, como sempre fez.

Resta saber se a comunidade bruxa irá apoiar a candidatura da Granger-Weasley. A escolha parece não ter agradado a toda família Weasley. Segundo fontes, um dos inúmeros cunhados de Hermione, Percy Weasley, Chefe do Departamento de Transportes Mágicos, esperava um apoio do cunhado Potter ao cargo de Ministro. Esperança infantil para os mais chegados. Para os especialistas também. Além disso, essa extensão da Toca(nome dado à principal casa do clã Weasley-Potter) ao Ministério não parece saudável aos interesses coletivos. Se o Governo se torna praticamente o escritório dos fundos da Gemialidades Weasley, interesses particulares podem se sobrepor aos dos demais cidadãos mágicos.

 

SUPREMACIA SONSERINA ATACA TROUXAS EM DEVON

Por Rita Skeeter

Foi reportado que uma rua de trouxas foi aterrorizada no Condado de Devonshire, na última sexta-feira.

Casas foram tomadas de assalto por figuras encapuzadas e mascaradas, que levitaram as pessoas, soltaram criaturas perigosas, como ouriços, fadas-mordentes, diabretes(dizem que até lobisomem foi visto, mas não foi confirmado).

Várias pessoas ficaram feridas, aurores compareceram ao local, mas ninguém foi capturado. Em uma das casas foi escrito com tinta verde “SUPREMACIA SONSERINA TROUXAS FEDEM”.

Uma mega operação do Ministério foi montada para modificar e apagar memórias, reconstruir casas e jardins. O Sr. Harry Potter, Chefe do Departamento dos Aurores, não quis comentar o caso.

Segundo informações de um porta-voz, tudo foi colocado sob controle, ninguém foi gravemente ferido, embora itens valiosos dos trouxas tenham sido levados. Há tempos, está havendo um câmbio clandestino de itens trouxas por galeões, sob o nariz do Ministério. O Ministro Shacklebolt insiste que ocorre investigações.

Foi cogitado que os Malfoy estariam envolvidos nos ataques já que a mansão de Draco Malfoy não fica muito longe. A sra. Malfoy enviou uma nota:

“Estamos extremamente consternados com o ocorrido aos nossos irmãos trouxas. Não compactuamos, de forma alguma, com tal comportamento e o rechaçamos. Cordialmente, Família Malfoy.”

Claramente escrita pela doce Astoria Malfoy. Mas será que o sogro e o marido compartilham do mesmo pensamento? A irmã da sra. Malfoy, a srta. Greengrass também enviou uma carta para nossa seção de leitores(leia p.2).

 

CARTA DE REPÚDIO

Eu, Dafne Greengrass, Diretora da Casa Sonserina, em Hogwarts, venho por meio desta, repudiar os ataques do grupo autointitulado Supremacia Sonserina.

Em nosso recanto de ensino e em nossa Casa buscamos expurgar todo preconceito e ideais de supremacia em relação ao sangue mágico.

Trouxas, abortos, bruxos/as, nascidos/as-trouxas e mestiços merecem nosso respeito. Não há justificativa para serem atacados na paz de seus lares.

A Casa Sonserina tem, há séculos, sofrido preconceito devido ao nosso fundador e outros sonserinos infames. Mas hoje temos lutado para retirar essa pecha e tratar nossos estudantes igualmente e coibir práticas contrárias, no nosso recôndito escolar. Devemos buscar uma convivência pacífica e não esquecer o rastro de dor deixado pelo herdeiro de Slytherin, nas duas Guerras Bruxas.

Faço votos de que o Ministério da Magia, por meio do Departamento de Aurores, consiga, o quanto antes, pôr fim às perversas atividades dessa malta.

Cordialmente,

 Dafne Greengrass

Professora de Transfiguração

Diretora da Casa Sonserina

Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts

 

 

FRANÇA VENCEU A COPA MUNDIAL DE QUADRIBOL DA BULGÁRIA

Da correspondente de Quadribol do Profeta, na Bulgária, Gina Potter

Ao final de mais uma surpreendente e brutal Copa Mundial de Quadribol, a França venceu a Bulgária, em casa, por 300 a 100. Depois de desclassificar o Brasil e o Peru, favoritos desse torneio, na quartas e na semi finais, a França chegou confiante à final. Mas a Bulgária também vinha fazendo bonito, em todos os jogos até aqui.

Embora não tenham sido treinados pelo ex-apanhador Vitor Krum, que recusou o convite para se mudar ao Reino Unido, os jogadores búlgaros deram seu sangue literalmente. O goleiro Zdravko levou um balaço no rosto aos trinta minutos de jogo. E o treinador Vladislau Ivanov fez o seu melhor para enaltecer o nome do país-sede.

O jogo começou já com a marcação pela França. A partir daí o jogo desenrolou como uma briga ferrenha pela posse da goles. A artilheira Delacour foi responsável por sete das quinze marcações. Também capitã do time, a jogadora foi muito criticada por supostos especialistas de que “beleza não anda junto com talento no quadribol”. Mais uma para provar o contrário.

A Bulgária conseguiu empatar, mas quando seu goleiro foi nocauteado houve mais marcações da França. E ao fim, Volant pegou o pomo, dando a vitória à seleção francesa, para calar a derrota de 2006.

Nos vemos em 2022, na Copa do Mundo de Quadribol, no Egito.

 

terça-feira, 24 de junho de 2025

[Extra] O arraiá da Castelobruxo

 

 Olá, bruxinhos e bruxinhas! Resolvi imaginar como seria uma festa junina na nossa escola mágica. Espero que gostem!


 

O arraiá da Castelobruxo era sempre um acontecimento. Nesse ano, a diretora, Rovelina Santos, estava enérgica, enquanto dava ordens e reclamações por toda escola. Os alunos que nasceram no Nordeste fizeram um abaixo-assinado para que só tocassem forró, mas os do Sul disseram que não poderia faltar a música nativista.

– O Sul nem tem São João – disse Maria Clara a Vitória Belinky.

– Bah, mas temos o bom vaneirão.

– E claro que teremos sertanejo – disse Pedro João.

– Olha só – falou Rovelina. – A banda Remela de Mula-sem-cabeça vai tocar os maiores sucessos deles. Pedirei para incluírem forró, sertanejo e vaneirão, tá bom?

– E pode tocar forró cambute*? – perguntou Frederico. (*trouxa)

– Tinha que ser um cambotá* – falou Martim de Albuquerque, rolando os olhos. (*sangue-ruim)

– Não usamos esse palavreado, Martim! – reclamou a diretora. – Menos 10 pontos para Arazul.

Os colegas da Arazul reclamaram com ele.

– Venham aqui, o grupo responsável pela decoração – falou a professora Angélica Machado, de Feitiços e diretora da Casa Queronga. – Precisamos de várias bandeirolas pra todo o salão. Vou lhes ensinar um feitiço para fazê-las.

Um grupo de alunos aproximou-se.

– Podemos fazer uma barraca do beijo? – perguntou Aurélio.

– Não – disse a diretora.

Os alunos começaram a reclamar. A diretora levantou a varinha e estourou uma bobinha.

– Tá bom, mas a Inspetora Carmem vai supervisionar de perto.

As bandeirolas foram colocadas por todo o teto da escola, nos sete andares. Enquanto faziam isso, o Romãozinho que habitava a escola, passava balançando-as com seu vento e arrancando-as. Só conseguiram terminar o trabalho, quando a professora de Defesa Contra a Artes Malignas, Matilde Silva, apareceu, ameaçando prendê-lo no galinheiro. O serzinho deu uma cambalhota no ar, mostrou a língua e sumiu, voando.

O professor de Magibotânica, Francisco Fontoura, arranjou cactos que foram colocados por todos os lados e o professor de Transmorfogia, João Mendes, fez com que eles cantarolassem forró quando alguém passava.

Durante o almoço daquele dia, houve uma comoção quando um redemoinho apareceu pela Cantina e uma das tias da cozinha apareceu correndo, com a varinha em punho. Ouviram uma risada enquanto um Saci desaparecia pela janela.

– Aquele patife azedou todo o mungunzá e o arroz-doce. Vamos ter que fazer outro – disse ela, enfezada, voltando para cozinha.

 

No dia da festa, o último dia do trimestre, todos desceram para a Cantina. Ela estava transformada em um grande terreiro. Uma fogueira que não aquecia, nem soltava fumaça estava no meio dele. Fogos Curisco e Currupio, que não queimavam, nem faziam barulho, explodiam no teto que se abria para um encantado céu noturno. Barraquinhas tinham pipoca, mungunzá, canjica, maçã do amor, bolos(de milho, amendoim, paçoca, aipim), cuscuz, arroz doce, milho cozido e assado, amendoim cozido, espetinhos de carne, de frango, de coração, de moela, vários tipos de caldo. Uma barraquinha, parecida com um boteco, tinha o nome Timbocaqui, onde serviam quentão virgem, suco de jenipapo, sucos, bebidas gasosas.

A banda Remela de Mula Sem Cabeça subiu ao palco e os alunos gritaram, aplaudiram, assobiaram. O vocalista apontou a varinha para garganta.

– Arraiá da Castelobruxo! Bão demais estar de volta à minha velha escola. – Todos gritaram mais. – Cada um arraste seu par!

– Dança comigo? – perguntou Lúcio a Pedro. O colega sorriu e aceitou a mão dele.

– Bora? – perguntou Fernando a Lícia.

– E desde quando um Queronga dança com uma Tabaçu?

– Sabe que eu não ligo pra essas coisas.

Ela pensou um pouco e eles foram para o meio da dança.

 

O candeeiro se apagou

O sanfoneiro cochilou

E a sanfona não parou

Porque alguém a enfeitiçou...

 

Depois houve a competição de quadrilhas. Cada Casa se apresentou, por ordem de sorteio: Arazul, Sertã, Tabaçu e Queronga. O júri foi composto pelos professores e a diretora. Arazul se destacou pelas vestes azuis se transformarem em lindos vestidos floridos, no meio da dança. Os alunos da Sertã fizeram aparecer cobras quando o animador gritou “Olha a cobra!” e as fez desaparecer quando ele disse “É mentira”... Ao final, soltaram estrelas de várias cores. A Casa Tabaçu fez uma quadrilha com carimbó e com as varinhas movimentaram um boneco de boitatá que cuspiu chamas frias ao final. Todos no salão aplaudiram, extasiados. A Casa Queronga fez uma quadrilha com vaneirão, com os vestidos juninos se tornando as indumentárias tradicionais gaúchas em branco brilhante, cor da Casa, com estrelas douradas.

Enquanto os jurados discutiam o vencedor, o show do Remela de Mula-sem-cabeça retornou...

 

De vez em quando, alguém vinha pedindo pra mudar

E o sanfoneiro ria, querendo agradar

Diabo que a sanfona tinha qualquer feitiço!

Mas é que o sanfoneiro

Ele só tocava isso...

 

– Atenção! – disse a diretora Rovelina, quando a banda parou de novo. – Temos o vencedor. – “EEEEEHHHHH!” – SIM! E o vencedor é... é... Tabaçu!

Os alunos da Casa gritaram, assobiaram, bateram palmas. Os outros, alguns aplaudiram, reclamaram, xingaram. – Representantes da Casa, venham pegar o prêmio!

Um garoto e uma garota do sétimo ano, presidentes da Casa, junto com o prof. João, subiram no palco para pegar um troféu em formato de fogueira com uma chaminha colorida encantada...

E a festa continuou.

Fizeram uma competição de pular fogueira, na qual o Romãozinho aparecia e empurrava os alunos no fogo, fazendo-o perder a competição. Um poste conjurado pelo prof. João tinha sido coberto por uma poção deslizadora e os alunos deveriam tentar subir nele e alcançar a bandeira da escola, no topo, para revelar um prêmio. Apenas um aluno, Marcos Freire, conseguiu chegar ao topo. Puxou a bandeira e choveram pés de moleque, pés de moça, mini bolos de rolo, balinhas de jenipapo.

Quando a noite já ia alta, a Inspetora Carmem pegou alunos na barraquinha Timbocaqui tomando quentão batizado e licor, que tinham contrabandeado para dentro da escola. Foi o fim da festa. A diretora subiu no palco, agradeceu a banda e mandou todos para os dormitórios.


Imagem: Meta IA

quinta-feira, 19 de junho de 2025

Ano 1 Cap 6 Uma nova chance

 

 Olá, bruxinhos e bruxinhas! Chegamos ao último capítulo do primeiro ano! 


Capítulo 6

Uma nova chance

Enquanto isso, os Malfoy pararam em frente à porta de saída para os jardins. Draco virou-se para Escórpio.

– O que lhe falei sobre amizade com a menina Weasley? Fique longe dela e dos Potter.

– Acho que o problema são os amigos que ele já tem – disse Dafne.

– Fique fora disso.

– Não fale assim com a Dafne – disse Astoria, encarando o marido.

– Eu sei o que seu marido quer, Tori – disse Dafne. – Colocar panos quentes no comportamento dos filhos dos amiguinhos dele.

– Você não tem filhos, Greengrass, então não pode dar palpite em como educo o meu.

 As bochechas de Dafne ficaram vermelhas.

– Não vamos discutir na frente do menino – interveio Astoria.

– Escórpio é meu afilhado, portanto quase um filho – Dafne encarou os olhos cinzentos do cunhado. – E vou ensiná-lo a ser amigo de quem quiser.

– Devemos é cada um ficar no seu lugar seguro. Para evitar confusão.

– Discordo, Malfoy. Se ficar em seu lugar seguro é fechar os olhos, me recuso. Devemos viver em paz com todos. E ser amigos de quem quisermos. Vamos, Escorp. Tchau, Tori.

Dafne puxou Escórpio, escada acima. Astoria encarou Draco, deu um muxoxo de impaciência, virou-se e saiu. O marido acompanhou-a.

 

Rosa estava com muita raiva de Escórpio. Ela pensava que eles eram amigos. Recusou-se a falar com ele, durante o resto do trimestre, sentando-se bem longe dele, nas aulas que cursavam juntos. Não concordou com o que Tiago e Nikolai fizeram, embora, no íntimo, achasse que ele merecera.

– Não está perdendo nada, deixando de falar com o Malfoy – disse Bruno Finch-Fletchey, na aula de Herbologia, uma tarde, pouco tempo depois do dia da brincadeira.

– Não quero falar sobre isso – disse Rosa, colocando fertilizante de dragão em um pé de asfódelo.

Escórpio também não estava feliz. Seus amigos o parabenizaram depois do que ele fez, mas o menino só saiu, batendo no ombro de Vicente, ao passar. Agora, geralmente, ficava sozinho, estudando na biblioteca, até a hora de voltar ao dormitório, onde fechava as cortinas verdes e ficava lendo, à luz da varinha.

Um dia, encontrou Rosa, na biblioteca, com Mary. Chamou-a, mas a menina ao vê-lo o ignorou.

– Preciso falar com você – disse ele. – Eu sinto muito...

– Não me interessa.

– Psiiu – disse Madame Hipátia Majestic, a bibliotecária, olhando feio para eles.

Escórpio saiu.

O dia de voltar para casa chegou, estava quente e ensolarado.. Depois do café da manhã, os alunos terminaram de arrumar suas coisas e desceram para o Saguão. Os alunos do primeiro ano atravessaram de barco até Hogsmeade, de novo. O Expresso de Hogwarts estava parado na Plataforma.

Já no trem, Alvo, Rosa e Mary escolheram uma cabine. Um pouco antes do carrinho passar, os outros Weasley apareceram, mas depois do lanche e de fazerem alguma bagunça, Fred, Roxane, Molly e Victorie voltaram para seus colegas.

A porta da cabine abriu-se e Escórpio colocou a cabeça para dentro.

– Ahn... Rosa, posso falar com você?

– Não – disse Alvo, ríspido.

– Por que você quer tanto falar comigo? – perguntou Rosa, com frieza.

– Por favor, é rápido – disse o menino.

Rosa fuzilou-o com o olhar, mas levantou-se e foi para o corredor. Escórpio fechou a porta.

– Eu quero pedir desculpas. Eu sei que foi algo ruim, não é o tipo de coisa que amigos fazem, mas eu... – Ele parou, olhando para Rosa, que o encarava, de braços cruzados. – ... eu fui um bobo. Deixei os garotos me pressionarem.

– Foram seus amigos que obrigaram você a fazer aquilo? – perguntou Rosa, incrédula.

– Não, eles não me obrigaram – o menino olhou para os pés. Eu deveria ter dito não, mas eu... – o garoto ficou vermelho.

– Ficou com medo – disse Rosa, descruzando os braços. Escórpio olhou para ela e soube que ela tinha entendido tudo, assim como sua mãe e sua tia.

– Se puder me perdoar, eu nunca mais vou fazer brincadeira de mau gosto com você, eu juro – Escórpio esperou, fitando Rosa. A garota sustentou aquele olhar celeste e percebeu algo diferente naquele garoto; ele estava confuso.

– Tá. Eu perdoo você, mas se bancar o idiota de novo, eu mesma é que vou azarar você – disse Rosa, com veemência. Escórpio sorriu.

– Toma – disse ele, estendendo um sapo de chocolate para ela. – Sem Vomitilha, eu juro.

– Obrigada – disse Rosa, sorrindo. Abriu e tirou a figurinha. – Ah, é do meu pai. Toma – ela estendeu a fotinho do homem ruivo, sorrindo e acenando. – Tenho várias.

– Valeu – disse Escórpio, sorrindo, e colocou a figurinha no bolso, mesmo ele também já tendo várias de Rony Weasley. – Ahn... tenha um ótimo verão.

– Obrigada. Você também. Vai pra Copa de Quadribol?

– Não sei. Mamãe disse que ficarei de castigo – ele pareceu triste.

– Papai disse que ia tentar nos levar. Pode ser que a gente se veja, então.

Escórpio sorriu, acenou e saiu. Rosa deu uma mordida no sapo de chocolate, enquanto entrava na cabine.

💙💚💛💖

Em breve, começaremos o segundo ano...

domingo, 15 de junho de 2025

Ano 1 Cap 5 Lesmas e Furúnculos

 Olá, bruxinhos e bruxinhas! Aqui está mais um capítulo da fanfic. Espero que gostem. Na sexta, sai o último capítulo do Ano 1.



Capítulo 5

Lesmas e Furúnculos

Nikolai ficou muito aborrecido ao saber da brincadeira de Escórpio com Rosa. Ele estava indo para os dormitórios, quando encontrou Tiago subindo as escadas.

Tiago estava tentando rastrear Escórpio sozinho, mas ele estava na aula, até o final da tarde. Todos estavam nos jardins ou nas Salas Comunais – o corredor estava deserto quando Tiago viu, pelo Mapa do Maroto, Escórpio saindo da biblioteca. Ele estava indo para lá quando Nikolai o acompanhou.

– Potter.

– E aí, Krum? – disse ele, olhando para o Mapa. – Tô ocupado.

– Tô atrás do Malfoy – adiantou Nikolai.

– Também.

– Ei, Malfoy – chamou Tiago e Escórpio virou-se.

– Que foi?

Que foi? Você achou engraçado a brincadeira com minha prima? – perguntou Tiago, apontando a varinha para o garoto. Escórpio recuou.

– Desculpa, cara. Eu não queria...

Nikolai também puxou a varinha. – Ah, eu também não queria, mas vou ter que azarar você.

– Briga, briga – gritou Pirraça, aparecendo ali. – Uh! Dois contra um! Pottinho e Krum vão acabar com Malfoyzinho.

Escórpio puxou a varinha também. (– É AGORA! – gritou Pirraça.)

– Exper...

Slugulus Eructo! Furnunculus! – gritaram Tiago e Nikolai, ao mesmo tempo. Escórpio levou as mãos ao rosto enquanto Pirraça gargalhava.

– POTTER e KRUM – gritou a profa. Greengrass, entrando no corredor. Ela correu para Escórpio – ele estava vomitando lesmas no chão, enquanto bolotas de pus cobriam todo seu rosto. – Cinquenta pontos a menos para Grifinória e para Sonserina. Vamos, Escórpio. Os dois para sala do prof. Longbottom – disse ela e saiu com Escórpio, deixando um rastro de lesmas.

Os dois entreolharam-se. Tiago sabia que estava em uma baita encrenca. O prof. Longbottom era amigo dos seus pais e a profa. Greengrass, além de diretora da Sonserina era tia de Escórpio – iria defendê-lo. Porém, dessa vez, ele tinha uma justificativa. Nikolai nunca se metera em confusão antes e sabia que seu pai ficaria muito aborrecido. Os garotos caminharam, arrastando os pés, até a sala do diretor da Grifinória. Tiago já estivera ali muitas vezes, embora as aulas do prof. Longbottom fossem nas estufas, geralmente. Havia vários desenhos de plantas nas paredes e uma Mimbletonia estava sobre a mesa do professor. Um quadro que sempre chamara a atenção dos meninos era de uma panóplia de embrulhos de chicles baba e bola, colados como um mosaico em formato de coração, com uma moldura dourada. O professor levantou o olhar, parando a pena.

– Potter, que fez dessa vez? – disse o professor de rosto redondo, indulgente. – Krum, é novidade.

– Azaramos o Malfoy – disse Tiago.

– Por quê?

– Porque ele fez uma brincadeira com a Rosa – respondeu Nikolai.

Neville levantou as sobrancelhas. Houve uma batida na porta e a profa. Greengrass entrou.

– Muito bem, sr. Potter e sr. Krum, podem explicar por que atacaram o sr. Malfoy? – perguntou, incisiva.

– Ao que parece, por vingança – disse o professor Longbottom e a colega olhou para ele. – O sr. Malfoy fez uma brincadeira com a Rosa.

– Que tipo de brincadeira? – perguntou ela, cruzando os braços.

– Ele colocou uma Vomitilha no sapo de chocolate que deu a ela – disse Tiago.

– Não acredito – falou Dafne.

– Ela vai defender ele porque é tia dele – disse Tiago, com raiva. (– Tiago – repreendeu o professor.)

– Nunca favoreci o Escórpio por ser meu sobrinho, sr. Potter – disse, indignada. – Se continuar falando assim, tirarei mais cinquenta pontos da Grifinória.

– Dafne, por favor – disse Neville, levantando-se. Em pé, ele era bem grande e forte. – Teremos que falar com o sr. Malfoy e esclarecer tudo.

 

Escórpio, ainda se curando dos furúnculos, que iam sumindo aos poucos, estava na ala hospitalar, no dia seguinte, quando Dafne apareceu, com Astoria. Ele parara de vomitar lesmas.

– Como está, querido? – perguntou a mãe, preocupada. – Meu bebê, com essas marcas horríveis.

– Logo vão desaparecer – disse Madame Longbottom.

– Eles foram até a sala do diretor Flitwick, no fim da escada em espiral, atrás da porta com maçaneta de águia. O pai de Escórpio estava lá, com um casal em que o menino reconheceu Harry e Gina Potter. Além de um homem forte, de sobrancelhas grossas e nariz adunco, Vitor Krum. Tiago e Nikolai estavam ao lado dos pais.

  Ok – disse o diretor, com sua voz esganiçada. – É lamentável termos que fazer isso, mas tínhamos que chamar os senhores.

– Sentimos muito por mais essa que o Tiago apronta – falou Gina e olhou feio para o filho.

– Sentem muito? – disse Draco. – E o que dizem sobre o meu filho? Atacado pelo monstrinho de vocês.

– Ei – disse Harry, encarando-o. – Não chame meu filho de monstrinho.

– Senhores – interveio o diretor. – O que aconteceu é que o sr. Malfoy fez uma brincadeira com a Rosa Weasley e os senhores aqui acharam-se no direito de se vingar.

– Igualzinho ao pai – disse Draco, olhando com desprezo para Harry.

– Lamento muito pelo comportamento de Nikolai – disse Vitor. – Como Rosa está?

– Bem – falou Neville. – Teve um acesso de vômito por causa de uma Vomitilha.

– Ah – disse Draco. – Gemialidades Weasley. Poderia ter sido qualquer um, até um dos primos.

– Estava no sapo de chocolate que ele deu a Rosa – disse Tiago, apontando para Escórpio.

– Filho – disse Astoria, curvando-se para ficar cara a cara com Escórpio. – Você fez isso? Colocou a Vomitilha no doce que deu à garota? – O menino ficou quieto e evitou o olhar da mãe. – Responde, Escórpio Hyperion.

– Coloquei – disse ele, baixinho.

– Por quê? – tornou a mãe.

– Foi uma brincadeira.

– Fez isso sozinho? – interveio Dafne. Escórpio olhou para tia e depois para mãe. Ele viu, nos olhos delas, que elas sabiam que não faria aquilo sozinho. Balançou a cabeça, afirmativamente.

– Provavelmente uma pegadinha de primeiro de abril atrasada – disse Draco.

– Não toleramos esse tipo de coisa aqui – disse o diretor. – Principalmente se houver algo de maldade por trás, sr. Malfoy.

– O que quer dizer com isso? – perguntou ele.

– Alguns alunos da Sonserina ainda suscitam ideais arcaicos e preconceituosos, na escola, por mais que tentamos detê-los, sr. Malfoy. Aí fora, também, temos visto novas manifestações de velhos comportamentos, pela tal Supremacia Sonserina.

– Somos totalmente contra tais comportamentos, professor – disse Astoria, encarando-o, segurando os ombros do filhos. – Escórpio será devidamente castigado em casa. Vai pedir desculpas a Rosa. Não é, Escórpio?

– Sim, senhora.

– Peça desculpas ao Escórpio, Tiago – disse Gina.

– Mas, mãe...

– Agora, Tiago Sirius. Um erro não anula o outro.

– Desculpa – disse o menino, sem olhar para o colega.

– Nikolai, também – disse Vítor, cutucando o filho.

– Desculpa.

– Pronto, acabou? – perguntou Draco, entediado.

– Os três receberão detenções – disse Flitwick.

 Já no corredor, embaixo, a família Malfoy saiu com Dafne.

– É uma pena nos encontrarmos assim, Harry – disse Vítor.

– Vamos marcar um jantar lá em casa – disse Gina. – Enviarei uma coruja a Rayna. Podemos chamar Rony e Hermione também.

– Ah, sim. Será ótimo. Bom, darei uma palavrinha com Niko, antes de ir. – Pai e filho se afastaram.

– Não sei o que eu faço com você, Tiago Sirius – disse Gina, com os olhos faiscando para o filho, segurando a orelha dele. Tiago fez uma careta. – Mais uma detenção. Deveria dar exemplo a seu irmão.

– Gina – disse Harry, segurando a mão da mulher. – Desse jeito o menino vai ficar igual o Jorge.

– Você é indulgente, Harry Tiago, porque é o filho do Malfoy. – Ela fuzilou-o com o olhar.

– Tiago – disse Harry, com as mãos nos ombros do filho e olhando-o nos olhos. – Foi isso que lhe ensinamos? Usar a varinha sempre, sem conversar primeiro? Para vingança?

– Não, pai.

– Então... Quando tiver algum problema, vá ao Neville, ao Hagrid, ao diretor. Eles vão resolver, sem mandar ninguém para ala hospitalar.

– Aí não teria graça – resmungou Tiago.

– Acha engraçado ficar cheio de furúnculos, vomitando lesmas? – Harry puxou a varinha. – Posso fazer você rir agora.

 Tiago recuou. – Não.

– Foi o que pensei – disse Harry, guardando a varinha. – Quando for fazer algo com alguém, pense se gostaria que alguém fizesse com você. Agora vai, está perdendo aula.

Tiago deu um abraço rápido na mãe e saiu correndo. Harry olhou para Gina e ela sorriu. Ele passou o braço pelos ombros dela e deu-lhe um beijo na bochecha. Os dois saíram.

domingo, 8 de junho de 2025

Ano 1 Cap 4 O sapo de chocolate

 Lumus! Mais um capítulo da fanfic. Espero que gostem.



Capítulo 4  

O sapo de chocolate

 

As férias de Páscoa chegaram e os alunos foram para casa. Rosa ficou feliz ao encontrar seus pais e seus avós maternos, que apareceram para o almoço de Páscoa, n’A Toca. Antes de voltar a Hogwarts, Rony apareceu no quarto da filha enquanto ela arrumava a mala.

– Soube que está andando com o Escórpio Malfoy.

– Tiago foi fazer fofoca.

– Não é fofoca. Ele se preocupa com você.

– Escórpio é um garoto legal.

– Sei – disse o pai, desconfiado. – Só cuidado. Uma abóbora não nasce longe do ramo. O pai dele nunca foi flor que se cheire.

– Mas a tia dele é nossa professora e ela é muito legal.

– É, talvez a família da mãe dele seja legal, mas a do pai...

– Tá bom, pai – disse ela, baixando os olhos. Rony passou a mão pelos cabelos dela e saiu.

O pai de Escórpio também conversou com ele, antes da volta a Hogwarts.

– Soube que anda amigo da menina Weasley.

– Rosa?

– Não acho bom que ande com ela?

– Por que?

– Porque vocês são muito diferentes. Podem ter problemas depois.

– Diferentes porque ela tem sangue trouxa? – o menino olhou nos olhos do pai.

– Não é por isso.

– Mamãe não acha que tem problema.

– Sua mãe não vê problema em muita coisa. Vamos? – Draco saiu, levitando o malão.

 

No Expresso de Hogwarts, Escórpio encontrou os amigos: Rick, Vicente, Marcel e Evelyn. Eles estavam rindo e se calaram quando ele entrou na cabine.

– Que foi? – perguntou ele, desconfiado.

– Estamos planejando uma pegadinha – disse Rick, sorrindo.

– Pra Rosa Weasley – disse Evelyn, sorrindo.

– Rosa? – ele ficou preocupado. – O que vão fazer?

– Colocamos um pedaço de Vomitilha nesse sapo de chocolate – explicou Marcel. – E você vai entregar a ela.

– Eu? – perguntou Escórpio. – Nem pensar.

Os outros riram.

– Malfoy é fracote – disse Vicente e imitou uma galinha.

– E namoradinho da Rosinha – caçoou Rick.

– Parem com isso! – disse Escórpio, aborrecido.

– Faça isso ou será banido do nosso grupo – disse Marcel. – Tio Draco vai ficar tão feliz em saber que Escorpinho é um fraco, amante de trouxas – debochou.

Escórpio queria dar um soco no colega, mas ele era bem maior que ele.

– Ela só vai vomitar um pouco – disse Evelyn, sádica. – Nojenta como é, nem vai fazer diferença.

– Cala-a-boca – disse Escórpio, vermelho de raiva.

– Uuuuuhhhh – fizeram os meninos. – E aí? Vai ser um covarde? – perguntou Marcel, estendendo o sapo de chocolate para Escórpio.

O garoto pegou, resignado.

– É isso aí, Escorp – disse Vicente, dando tapinhas nas costas do amigo. Escórpio enfiou o doce no bolso e olhou pela janela.

                                                                               🏰

Ao chegar a Hogwarts, Escórpio não conseguiu comer nada, com o estômago revirando. Se fizesse aquela brincadeira com Rosa, ela ficaria com raiva dele para sempre. Mas se seus amigos o rejeitassem, ele ficaria sozinho e seu pai ficaria furioso ao saber que o filho era amigo de uma Weasley. Porém, no dia seguinte, seus amigos insistiram e depois da aula de Feitiços, Escórpio se aproximou de Rosa, Alvo e Mary. Eles estavam quase subindo para deixar o material.

– Oi, Rosa.

– Oi, Malfoy.

 O garoto pensou em sair correndo, mas Rick, Marcel e Evelyn estavam observando-o.

– Eu só queria te dar isso. De Páscoa.

– Obrigada – ela disse, sorrindo, e ele saiu depressa.

 Mary observou o garoto se afastar. – Esquisito.

– Não come isso – disse Alvo.

– Por que? – perguntou a prima.

Ele deu de ombros. – Acho que não deveria. Tiago diz que os Malfoy não prestam.

– Você não pode se deixar levar por tudo que Tiago diz. – Rosa abriu o sapo e deu uma dentada. Ela começou a mastigar enquanto entravam no Salão. Sentiu uma ânsia de vômito. Não conseguiu controlar e curvando-se, vomitou. Os alunos perto fizeram uma careta.

Mary soltou um gritinho. Victorie acorreu a prima, que continuava vomitando. Os primos Weasley e Potter também foram até ela. Victorie já a estava conduzindo à ala hospitalar.

– Parece que ela comeu uma Vomitilha – disse Fred.

Alvo pegou o resto do sapo que estava no chão.

                                                                               🍫🐸

Rosa estava um pouco pálida, mas parara de vomitar, dez minutos depois, na ala hospitalar.

– Está melhor, querida? – perguntou a enfermeira, Ana Longbottom. A menina balançou a cabeça. – Odeio essas porcarias da Gemialidades – tartamudeou, limpando o chão com a varinha. – Descanse um pouco. Vocês podem ir.

Os primos e Mary estavam ao redor da cama de Rosa.

– Foi aquele Malfoy – disse Alvo, mostrando o resto do sapo de chocolate. Dentro havia um pedaço de um docinho laranja.

– Ai, que garoto idiota – falou Victorie, aborrecida.

Rosa não queria acreditar no que ela estava vendo e ouvindo. Por que Escórpio tinha feito aquilo? Ela pensava que eles fossem amigos.

– Eu vou acabar com aquele cara – disse Tiago, só para Alvo, quando já tinham saído da ala hospitalar e as meninas iam à frente.

– Não vai se meter em problemas – falou o irmão.

– Quem se meteu em problemas foi o Malfoy – disse Tiago.

Capítulo 10 - Jantar de Ano Novo

Olá, bruxinhos e bruxinhas! Demorou, mas saiu! Espero que gostem! Jantar de Ano Novo Astoria desceu as escadas, em seu vestido de veludo...