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Personagens e lugares da série Harry Potter pertencem a JK Rowling e Warner Brothers. Essa história é apenas uma fanfic sem intenção de ferir os direitos autorais. Personagens originais inventados para continuidade da história.
Harry Potter Publishing Rights © J.K. Rowling. Harry Potter characters, names and related are trademarks of Warner Bros. All rights reserved. My history is a fanfiction. Not intention infringe copyright
sexta-feira, 17 de outubro de 2025
Ano 2 Cap 6 Ação e reação
sexta-feira, 10 de outubro de 2025
Ano 2 Cap 5 O acordo
Capítulo 5
O acordo
Draco virou-se e
foi até a janela. Ele sentiu os braços da mulher ao redor dele, então virou-se
e a abraçou.
– Ele nunca vai
entender.
– Talvez um dia –
disse ela, afastando-se. – Vou falar com ele.
Astoria saiu e a
porta se fechou com um clique.
Escórpio estava
no quarto, sentado na poltrona, perto da janela, com a cabeça baixa.
– Querido?
– Quero ficar
sozinho, mãe – disse o menino.
– Tudo bem. Mas
quando quiser falar, estou aqui, tá?
Escórpio balançou
a cabeça e a mãe saiu. Ele estava com raiva. Queria quebrar aquele quarto todo.
Por que estava tão enraivecido? Sempre soubera que seu avô e seu pai foram
Comensais da Morte. Eles sempre foram olhados meio de lado por algumas pessoas.
Por isso fora criado dentro da Mansão, protegido pela mãe o máximo que pudera.
Mas seus amigos
sempre tiveram um certo orgulho de seus avós terem feito parte do círculo íntimo
de Voldemort, como Vicente Goyle, cujo avô também era ex-Comensal e ainda estava em Askaban. Marcel Pucey
até disse, certa vez, que gostaria de ter sido um, como seu avô materno,
Parkinson. Coisa que Escórpio achou um absurdo. A verdade era que os Malfoy
sempre tiveram sangue nas mãos. Escórpio sentiu nojo de si mesmo.
Ele levantou-se,
pegou pergaminho e pena. Pensou em escrever para Rosa, mas como diria essas
coisas a ela? Talvez até ela já soubesse, sendo seus pais e tio quem eram.
Talvez ele devesse escrever a Ted e Andrômeda e pedir desculpas. Mas ela nem
desculparia, depois de tantos anos, de tantas perdas... O menino rasgou o
pergaminho e jogou o tinteiro na parede, que se partiu.
Astoria voltou ao
quarto, um tempo depois, e encontrou o filho aninhado perto da cama, chorando.
Ela correu para ele e o abraçou.
– Não é culpa
sua, bebê – Astoria passou a mão nos cabelos dele. Mas ela o deixou chorar até
virar soluço. – Olha pra mim.
Os dois
encararam-se nos olhos.
– Nada do que
aconteceu na família da sua avó ou na Guerra tem a ver com você. As pessoas
erram e têm que conviver com seus erros. Você não deve carregar o peso dos
erros de ninguém, me escutou?
Escórpio balançou
a cabeça. Ele passou as mãos no rosto.
– Arrume suas
coisas no malão, para voltar a Hogwarts. Vai ter um novo ano, aprender coisas
novas, fazer novos amigos. Não fique pensando em problemas de adultos – Astoria
sorriu. Ela acenou com a varinha; o pergaminho e o tinteiro se refizeram. Outro
aceno e a tinta foi sugada do chão. – E olha – ela pegou o rosto do filho e
passou a mão nas bochechas dele. – Se quiser falar com seu primo, pode tentar.
Se ele não quiser responder, fazer o quê. Seu pai não precisa saber – ela cochichou.
Rosa despediu-se
dos pais, na Plataforma Nove e meia, no dia primeiro de Setembro.
– Cuide-se, viu,
querida – disse Hermione, abraçando-a. – E não esqueça de escrever.
– Claro que não,
mãe – falou Rosa. – Tchau, Hugo – ela abraçou o irmão.
– Não vejo a hora
de chegar logo ano que vem – falou o menino, ansioso.
Rony abraçou a
filha e ajudou-a a colocar o malão no trem. Ao mesmo tempo, ele viu Escórpio se
aproximar com a mãe. Ele e Rosa se cumprimentaram e subiram. Rony afastou-se
para perto dos Potter. Quando Gina largou Tiago, ele chamou o menino.
– Tiago, faz um
favor pro seu tio-padrinho? – perguntou Rony, baixinho, para Gina não ouvir.
– Claro, tio –
disse Tiago.
– Fica de olho na
Rosa pra mim. Não deixa ela ficar de conversinha com o Malfoy.
– Tá – disse
Tiago –, mas tem uma condição – acrescentou, lembrando de uma coisa.
– Condição?
– Sabe como é, né?
– falou o garoto, como quem não quer nada. – Você precisa de algo e eu preciso
de algo.
– É dinheiro que
você quer? – Rony riu, contrafeito.
– Não. É que eu
gosto de uma garota. E ela ficou interessada em um colar da loja de Madame
Malkin, mas a Vick trabalha lá e eu não quero que ela conte a todo mundo que eu
comprei.
– Quer que eu compre o colar? –
perguntou Rony.
– É. E me mande antes do Natal.
– Feito – disse Rony e apertou a mão
do sobrinho.
– Rony! – chamou Gina. – Vai deixar
Tiago embarcar?
Tiago correu para o trem antes que
as portas se fechassem. Ele debruçou na janela e acenou para os pais e os tios
na plataforma,
– O que estava falando com Tiago? –
perguntou Hermione ao marido, desconfiada.
– Só dando uns conselhos. Vamos.
sexta-feira, 26 de setembro de 2025
Ano 2 Cap 3 No Beco Diagonal
Olá, bruxinhos e bruxinhas! Mais um capítulo. Deixem um comentário para eu saber o que acharam. E se puder, compartilhem com seus amigos.
Capítulo 3
No Beco Diagonal
O dia de comprar os
materiais para Hogwarts era sempre animado. Rosa acordou cedo. Sua mãe não
poderia ir com ela, mas seu pai estaria no Beco Diagonal, na Gemialidades
Weasley, e sua tia Angelina também estaria lá, acompanhando os próprios filhos.
Tia Gina estava na Bulgária, por isso os Potter também os encontrariam lá.
– E Victorie vai
começar a trabalhar na Madame Malkin – disse Hermione. – Vai ajudá-la com as
roupas.
– Não se preocupe,
mãe, posso me virar sozinha.
Hermione sorriu,
contrafeita.
Depois do café, Rosa,
Hugo e Rony desembarcaram na lareira do escritório da Gemialidades. Tio Jorge
levantou a cabeça e sorriu. Cumprimentou-os, animado. Ted entrou no escritório,
com os cabelos roxos, como o uniforme.
– Eaê? – ele bateu
nas mãos espalmadas de Hugo e de Rosa. – Os Potter já passaram por aqui. Estão
esperando vocês na Madame Malkin.
– Valeu, Ted. Vou
lá, pai.
– Certo – disse Rony.
Victorie sorriu,
cintilante, para os primos, quando eles entraram na Madame Malkin. Ela os
ajudou a ajustar as vestes, enquanto Lílian e Hugo observavam, invejosos. Mas,
depois, Rosa deixou o irmão comprar sorvete e uma blusa nova do Chudley Cannons,
na loja de esportes mágicos, com o dinheiro que o pai lhes deu.
🦉
Escórpio parou na
frente da Gemialidades, pensando em entrar. Ele nunca entrara na loja pois seu
pai não deixava. Vicente Goyle ou Rick Flint que compravam algo para ele. Mas
seu pai não estava ali e sua mãe estava no boticário. Ele empurrou a porta e
entrou. Estava cheia. Havia prateleiras cheias de Nugá Sangra-nariz, Vomitilhas,
Fantasias Debilitantes, Febricolates, Penas coloridas autocorretiva, capas da
invisibilidade, chapéus que murchavam as orelhas...
– Posso ajudar?
Escórpio
assustou-se. Virou-se e viu um rapaz de cabelo colorido que ele já vira no
jornal e na Plataforma nove e meia.
– Ahn... só estou
olhando... eu nunca tinha vindo aqui.
– Não? – Ted ficou
surpreso. Avaliou-o por uns segundos. – Ei, você é o garoto Malfoy?
– Sou. Escórpio
Malfoy.
– Sou Ted Lupin –
ele estendeu a mão. O menino apertou-a. – Não sei se sabe, mas somos primos.
Sua família não deve ter te contado sobre isso, claro... Sua avó Narcisa é irmã
da minha avó, Andrômeda.
Escórpio ficou surpreso. Ele sabia que sua avó
tinha uma irmã, mas ela morrera na Guerra. O menino prescrutou o primo à
procura de algum traço da família Black.
– Eu... desculpa...
– Malfoy? –
perguntou Tiago. Escórpio se virou. Rosa e os primos vinham entrando. –
Comprando mais Vomitilhas?
– Deixa ele,
Tiago – falou Rosa. – Oi, Escórpio.
– Oi. Eu já... ‘tava
indo.
O menino saiu,
rápido, da loja. Ele subiu a rua, com a cabeça baixa, pensando sobre o que
acabara de descobrir, e bateu em alguém.
– Querido – disse
Astoria –, estava procurando você. – Ela percebeu a expressão dele. – O que aconteceu?
– Mãe, por que a
vovó Narcisa não vê a irmã dela? Eu tenho um primo e nem sabia.
Astoria desviou o
olhar. Ela levou o filho para a Sorveteria Florean Fortescue e eles pediram
grandes sorvetes de chocolate.
– Bom, eu não deveria ser a pessoa a te contar
isso, querido, mas a família de seu pai não vai falar. Sua avó teve duas irmãs,
Bellatriz e Andrômeda. Andrômeda casou com um nascido-trouxa; eles se
conheceram em Hogwarts. E ela foi deserdada e banida da família.
– Mas... ela não
fez algo errado – disse ele, impressionado.
– Não. Ela só se
apaixonou por alguém que não tinha Sangue-puro, como a família queria. Sua avó,
Narcisa, casou com Lúcio Malfoy, que era de uma família Sangue-puro respeitada,
assim como sua tia-avó, Belatriz, casou com Rodolfo Lestrange.
Escórpio mexeu no
sorvete, se sentindo vazio.
– Papai casou com
você só porque você é Sangue-puro?
Astoria sorriu e passou a mão nos cabelos do filho.
– Seu pai mudou muito, depois da Guerra,
filho. Nós ficamos amigos e nos apaixonamos. Acredito que ele me ama. Do jeito
Draco Malfoy de amar, mas sim.
– Mesmo assim,
nunca falaram nada sobre a Andrômeda e o Ted.
– É – Astoria se
ajeitou na cadeira. – É um assunto complicado. Ainda mais pra falar com uma
criança.
– Não sou mais
criança.
– Claro, adulto
de doze anos.
– Vou falar com
meu pai – disse o menino, decidido. – Quero conhecer minha tia.
A expressão de
Astoria fechou. – Ele não vai gostar nada disso.
***
domingo, 21 de setembro de 2025
Ano 2 Cap 2 A família Greengrass-Malfoy
Olá, bruxinhos e bruxinhas! Mais um capítulo para vocês. Demorou porque tive alguns problemas e fiquei desanimada. Mas saiu.
Capítulo 2
A família
Greengrass-Malfoy
Escórpio estava
sentado à mesa do almoço, com seus pais e seus avós, que vieram visitá-los.
Narcisa e Lúcio Malfoy, loiros e austeros, cortavam o faisão, com enfado. César
e Altiva Greengrass eram o oposto. Ele, bonachão, piscou para o neto, sussurrando
para que não se preocupasse. Altiva comia, despreocupada. Todos estavam em
silêncio, pois, mais cedo, havia ocorrido uma discussão entre os adultos. Escórpio
se sentia mal, pois achava que a culpa era dele...
– Ele não vai –
dissera Astoria, taxativa.
– Por quê? – quis
saber Draco.
– Porque
se comportou mal na escola e está de castigo. Sabe muito bem, Draco.
– Por causa da
menina Weasley? – perguntou Lúcio, intrometendo-se na conversa.
– Sim.
O homem bufou,
com desdém.
– Filha – disse
Altiva –, o menino adora quadribol. Deixe ele ir.
– Não!
– Tudo bem –
disse Escórpio, sem graça, entrando na sala. – Eu não quero ir.
Astoria foi até
ele.
– Venha, querido.
Isso é conversa de adulto.
Eles subiram para
o quarto de Escórpio. Astoria sentou-se no recamier. Ela olhou para o filho.
– Querido, eu sei que você ama quadribol e que
seu pai te leva, sempre, às finais da Copa. Mas você fez algo errado, tratou mal
sua colega...
– Eu sei, mãe. Eu
me arrependi do que fiz. Foi errado.
– Ótimo. Você
entende melhor que os adultos...
– Cheguei – disse
Dafne, entrando na sala. Ela sorriu, tirando a capa, revelando um vestido
verde, com desenhos de sóis, demasiado trouxa para o gosto de Altiva. –
Desculpe o atraso. A sra. Greengrass deu um muxoxo de impaciência e reclamou
que ela nunca aparecia, nem nas férias. – Sem exagero, mãe. Estive aqui, semana
passada. Meu sobrinho preferido.
Escórpio se
sentiu melhor por ver a tia, e ela lhe deu um beijo na bochecha, ao sentar a seu
lado.
– Obrigada, Zig.
Pode deixar – disse ela, quando o elfo se adiantou para servi-la. – Que caras
são essas?
– Estão chateados
porque Hyp não vai à Bulgária.(– Não chame ele assim – disse Draco.)
– Ah, pensei que
era por causa da matéria da Skeeter.
– Vou meter-lhe
um processo – disse Draco, entredentes.
– Isso é
brincadeira de adolescente que não tem o que fazer – disse Lúcio, tomando um
gole de vinho.
– Não acho que
isso é brincadeira – disse Dafne, séria.
– Vi sua nota,
querida. Dumbledore ficaria orgulhoso do trabalho que fez com você.
– Isso é um
elogio – disse Dafne, encarando-o. Ele levantou uma sobrancelha.
– E parece que
teremos uma Weasley no Ministério – disse César.
– Weasley por
casamento. Ela é uma nascida-trouxa – falou Lúcio.
– O que não a
desabona em nada – disse Astoria. – Hermione tem sido uma voz potente no
Ministério, há séculos. Não me surpreende ela chegar à Ministra.
– Vai votar nela,
Astoria? – questionou o sogro. A mulher encarou-a.
– Vou.
Draco olhou para
mulher, que sustentou seu olhar. Dafne sorriu.
– Quem a oposição
deve anunciar, Lúcio? – questionou César.
– Tenho ouvido
rumores, mas alguns pretendentes declinaram – os olhos cinzentos dele passaram
pelo filho. – Higgs tem sido cogitado.
– Ele não tem a
menor chance contra a Hermione – riu-se Dafne.
– Draco teria
dado um bom nome – disse o sr. Greengrass e um silêncio recaiu sobre a mesa.
Escórpio olhou para o pai.
– Hum... Nunca
tive pretensões políticas, César.
– E não seria de
bom tom se indispor com os Weasley e Potter – alfinetou Dafne. Os olhos de
Draco faiscaram para ela.
A sra. Greengrass repreendeu-a com o olhar, mas Dafne continuou comendo. Ela olhou para
Escórpio e piscou.
***
Deixe um comentário para eu saber o que acharam! Até a próxima. Nox!
terça-feira, 2 de setembro de 2025
Ano 2 Capítulo 1 Recortes do Profeta Diário
Rosa e Escórpio
Ano 2
Capítulo Um
Recortes do
Profeta Diário
HERMIONE GRANGER-WEASLEY
CANDIDATA À MINISTRA DA MAGIA
Por Romilda Vane
Segundo fontes, a
atual Chefe do Departamento de Execução das Leis da Magia, Hermione
Granger-Weasley, será candidata ao Cargo de Ministra da Magia, na próxima
eleição.
Em reunião a
portas fechadas, ela, Harry Potter e o atual Ministro, Kingsley Shacklebolt,
estariam ajustando detalhes do anúncio oficial. Amigos de longa data(e segundo
fofocas, mais que amigos), claro que ela teria o apoio de Harry Potter.
Há 20 anos no cargo,
Shacklebolt também sempre obteve apoio do eterno Menino Que Sobreviveu. Embora
ainda seja obscura a relação simbiótica dos dois. Levando em conta que o
Ministro treinou Potter como auror e o ajudou a chegar a Chefe do Departamento
de Aurores, claro que um apoiaria o outro. E não é de se surpreender que a
nascida-trouxa, fiel escudeira de Potter, chegaria ao segundo maior cargo
dentro do Ministério. Por que Potter mesmo nunca sucedeu Shacklebolt é a
pergunta que não quer calar. Talvez ele goste de aproveitar o poder nos
bastidores, como sempre fez.
Resta saber se a
comunidade bruxa irá apoiar a candidatura da Granger-Weasley. A escolha parece
não ter agradado a toda família Weasley. Segundo fontes, um dos inúmeros cunhados
de Hermione, Percy Weasley, Chefe do Departamento de Transportes Mágicos,
esperava um apoio do cunhado Potter ao cargo de Ministro. Esperança infantil
para os mais chegados. Para os especialistas também. Além disso, essa extensão
da Toca(nome dado à principal casa do clã Weasley-Potter) ao Ministério não
parece saudável aos interesses coletivos. Se o Governo se torna praticamente o escritório
dos fundos da Gemialidades Weasley, interesses particulares podem se sobrepor
aos dos demais cidadãos mágicos.
SUPREMACIA
SONSERINA ATACA TROUXAS EM DEVON
Por Rita Skeeter
Foi reportado que
uma rua de trouxas foi aterrorizada no Condado de Devonshire, na última
sexta-feira.
Casas foram
tomadas de assalto por figuras encapuzadas e mascaradas, que levitaram as
pessoas, soltaram criaturas perigosas, como ouriços, fadas-mordentes, diabretes(dizem
que até lobisomem foi visto, mas não foi confirmado).
Várias pessoas
ficaram feridas, aurores compareceram ao local, mas ninguém foi capturado. Em
uma das casas foi escrito com tinta verde “SUPREMACIA SONSERINA TROUXAS FEDEM”.
Uma mega operação
do Ministério foi montada para modificar e apagar memórias, reconstruir casas e
jardins. O Sr. Harry Potter, Chefe do Departamento dos Aurores, não quis
comentar o caso.
Segundo informações de um porta-voz, tudo foi colocado sob controle, ninguém foi gravemente ferido, embora itens valiosos dos trouxas tenham sido levados. Há tempos, está havendo um câmbio clandestino de itens trouxas por galeões, sob o nariz do Ministério. O Ministro Shacklebolt insiste que ocorre investigações.
Foi cogitado que
os Malfoy estariam envolvidos nos ataques já que a mansão de Draco Malfoy não
fica muito longe. A sra. Malfoy enviou uma nota:
“Estamos extremamente
consternados com o ocorrido aos nossos irmãos trouxas. Não compactuamos, de
forma alguma, com tal comportamento e o rechaçamos. Cordialmente, Família
Malfoy.”
Claramente
escrita pela doce Astoria Malfoy. Mas será que o sogro e o marido compartilham
do mesmo pensamento? A irmã da sra. Malfoy, a srta. Greengrass também enviou
uma carta para nossa seção de leitores(leia p.2).
CARTA DE REPÚDIO
Eu, Dafne Greengrass,
Diretora da Casa Sonserina, em Hogwarts, venho por meio desta, repudiar os
ataques do grupo autointitulado Supremacia Sonserina.
Em nosso recanto
de ensino e em nossa Casa buscamos expurgar todo preconceito e ideais de
supremacia em relação ao sangue mágico.
Trouxas, abortos,
bruxos/as, nascidos/as-trouxas e mestiços merecem nosso respeito. Não há
justificativa para serem atacados na paz de seus lares.
A Casa Sonserina
tem, há séculos, sofrido preconceito devido ao nosso fundador e outros
sonserinos infames. Mas hoje temos lutado para retirar essa pecha e tratar
nossos estudantes igualmente e coibir práticas contrárias, no nosso recôndito escolar.
Devemos buscar uma convivência pacífica e não esquecer o rastro de dor deixado
pelo herdeiro de Slytherin, nas duas Guerras Bruxas.
Faço votos de que
o Ministério da Magia, por meio do Departamento de Aurores, consiga, o quanto
antes, pôr fim às perversas atividades dessa malta.
Cordialmente,
Dafne
Greengrass
Professora de Transfiguração
Diretora da Casa Sonserina
Escola de Magia e
Bruxaria de Hogwarts
FRANÇA VENCEU A
COPA MUNDIAL DE QUADRIBOL DA BULGÁRIA
Da correspondente
de Quadribol do Profeta, na Bulgária, Gina Potter
Ao final de mais
uma surpreendente e brutal Copa Mundial de Quadribol, a França venceu a
Bulgária, em casa, por 300 a 100. Depois de desclassificar o Brasil e o Peru, favoritos
desse torneio, na quartas e na semi finais, a França chegou confiante à final.
Mas a Bulgária também vinha fazendo bonito, em todos os jogos até aqui.
Embora não tenham
sido treinados pelo ex-apanhador Vitor Krum, que recusou o convite para se mudar
ao Reino Unido, os jogadores búlgaros deram seu sangue literalmente. O goleiro Zdravko
levou um balaço no rosto aos trinta minutos de jogo. E o treinador Vladislau
Ivanov fez o seu melhor para enaltecer o nome do país-sede.
O jogo começou já
com a marcação pela França. A partir daí o jogo desenrolou como uma briga
ferrenha pela posse da goles. A artilheira Delacour foi responsável por sete
das quinze marcações. Também capitã do time, a jogadora foi muito criticada por
supostos especialistas de que “beleza não anda junto com talento no quadribol”.
Mais uma para provar o contrário.
A Bulgária
conseguiu empatar, mas quando seu goleiro foi nocauteado houve mais marcações
da França. E ao fim, Volant pegou o pomo, dando a vitória à seleção francesa,
para calar a derrota de 2006.
Nos vemos em 2022,
na Copa do Mundo de Quadribol, no Egito.
terça-feira, 24 de junho de 2025
[Extra] O arraiá da Castelobruxo
O arraiá da Castelobruxo era sempre um acontecimento. Nesse ano, a
diretora, Rovelina Santos, estava enérgica, enquanto dava ordens e reclamações
por toda escola. Os alunos que nasceram no Nordeste fizeram um abaixo-assinado
para que só tocassem forró, mas os do Sul disseram que não poderia faltar a música
nativista.
– O Sul nem tem
São João – disse Maria Clara a Vitória Belinky.
– Bah, mas temos
o bom vaneirão.
– E claro que
teremos sertanejo – disse Pedro João.
– Olha só – falou Rovelina. – A banda Remela de Mula-sem-cabeça
vai tocar os maiores sucessos deles. Pedirei para incluírem forró, sertanejo e
vaneirão, tá bom?
– E pode tocar forró
cambute*? – perguntou Frederico. (*trouxa)
– Tinha que ser
um cambotá* – falou Martim de Albuquerque, rolando os olhos. (*sangue-ruim)
– Não usamos esse palavreado, Martim! – reclamou a diretora. –
Menos 10 pontos para Arazul.
Os colegas da Arazul reclamaram com ele.
– Venham aqui, o grupo responsável pela decoração – falou a
professora Angélica Machado, de Feitiços e diretora da Casa Queronga. –
Precisamos de várias bandeirolas pra todo o salão. Vou lhes ensinar um feitiço
para fazê-las.
Um grupo de
alunos aproximou-se.
– Podemos fazer
uma barraca do beijo? – perguntou Aurélio.
– Não – disse a
diretora.
Os alunos começaram a reclamar. A diretora levantou a varinha e
estourou uma bobinha.
– Tá bom, mas a Inspetora Carmem vai supervisionar de perto.
As bandeirolas foram colocadas por todo o teto da escola, nos sete
andares. Enquanto faziam isso, o Romãozinho que habitava a escola, passava
balançando-as com seu vento e arrancando-as. Só conseguiram terminar o
trabalho, quando a professora de Defesa Contra a Artes Malignas, Matilde Silva,
apareceu, ameaçando prendê-lo no galinheiro. O serzinho deu uma cambalhota no
ar, mostrou a língua e sumiu, voando.
O professor de Magibotânica, Francisco Fontoura, arranjou cactos
que foram colocados por todos os lados e o professor de Transmorfogia, João Mendes,
fez com que eles cantarolassem forró quando alguém passava.
Durante o almoço daquele dia, houve uma comoção quando um
redemoinho apareceu pela Cantina e uma das tias da cozinha apareceu correndo, com
a varinha em punho. Ouviram uma risada enquanto um Saci desaparecia pela janela.
– Aquele patife azedou todo o mungunzá e o arroz-doce. Vamos ter
que fazer outro – disse ela, enfezada, voltando para cozinha.
No dia da festa, o último dia do trimestre, todos desceram para a
Cantina. Ela estava transformada em um grande terreiro. Uma fogueira que não
aquecia, nem soltava fumaça estava no meio dele. Fogos Curisco e Currupio, que não queimavam, nem faziam barulho, explodiam no
teto que se abria para um encantado céu noturno. Barraquinhas tinham pipoca,
mungunzá, canjica, maçã do amor, bolos(de milho, amendoim, paçoca, aipim),
cuscuz, arroz doce, milho cozido e assado, amendoim cozido, espetinhos de
carne, de frango, de coração, de moela, vários tipos de caldo. Uma barraquinha,
parecida com um boteco, tinha o nome Timbocaqui, onde serviam quentão virgem,
suco de jenipapo, sucos, bebidas gasosas.
A banda Remela de Mula Sem Cabeça subiu ao palco e os alunos
gritaram, aplaudiram, assobiaram. O vocalista apontou a varinha para garganta.
– Arraiá da Castelobruxo! Bão demais estar de volta à minha velha
escola. – Todos gritaram mais. – Cada um arraste seu par!
– Dança comigo? – perguntou Lúcio a Pedro. O colega sorriu e aceitou
a mão dele.
– Bora? – perguntou Fernando a Lícia.
– E desde quando um Queronga dança com uma Tabaçu?
– Sabe que eu não ligo pra essas coisas.
Ela pensou um pouco e eles foram para o meio da dança.
O candeeiro se apagou
O sanfoneiro cochilou
E a sanfona não parou
Porque alguém a enfeitiçou...
Depois houve a competição de quadrilhas. Cada Casa se apresentou,
por ordem de sorteio: Arazul, Sertã, Tabaçu e Queronga. O júri foi composto
pelos professores e a diretora. Arazul se destacou pelas vestes azuis se
transformarem em lindos vestidos floridos, no meio da dança. Os alunos da Sertã
fizeram aparecer cobras quando o animador gritou “Olha a cobra!” e as fez
desaparecer quando ele disse “É mentira”... Ao final, soltaram estrelas de várias
cores. A Casa Tabaçu fez uma quadrilha com carimbó e com as varinhas
movimentaram um boneco de boitatá que cuspiu chamas frias ao final. Todos no salão
aplaudiram, extasiados. A Casa Queronga fez uma quadrilha com vaneirão, com os
vestidos juninos se tornando as indumentárias tradicionais gaúchas em branco
brilhante, cor da Casa, com estrelas douradas.
Enquanto os jurados discutiam o vencedor, o show do Remela de
Mula-sem-cabeça retornou...
De vez em quando, alguém vinha pedindo pra mudar
E o sanfoneiro ria, querendo agradar
Diabo que a sanfona tinha qualquer feitiço!
Mas é que o sanfoneiro
Ele só tocava isso...
– Atenção! – disse a diretora Rovelina, quando a banda parou de novo.
– Temos o vencedor. – “EEEEEHHHHH!” – SIM! E o vencedor é... é... Tabaçu!
Os alunos da Casa gritaram, assobiaram, bateram palmas. Os outros,
alguns aplaudiram, reclamaram, xingaram. – Representantes da Casa, venham pegar
o prêmio!
Um garoto e uma garota do sétimo ano, presidentes da Casa, junto
com o prof. João, subiram no palco para pegar um troféu em formato de fogueira
com uma chaminha colorida encantada...
E a festa continuou.
Fizeram uma competição de pular fogueira, na qual o Romãozinho
aparecia e empurrava os alunos no fogo, fazendo-o perder a competição. Um poste
conjurado pelo prof. João tinha sido coberto por uma poção deslizadora e os
alunos deveriam tentar subir nele e alcançar a bandeira da escola, no topo, para
revelar um prêmio. Apenas um aluno, Marcos Freire, conseguiu chegar ao topo.
Puxou a bandeira e choveram pés de moleque, pés de moça, mini bolos de rolo,
balinhas de jenipapo.
Quando a noite já ia alta, a Inspetora Carmem pegou alunos na
barraquinha Timbocaqui tomando quentão batizado e licor, que tinham contrabandeado
para dentro da escola. Foi o fim da festa. A diretora subiu no palco, agradeceu
a banda e mandou todos para os dormitórios.
Imagem: Meta IA
quinta-feira, 19 de junho de 2025
Ano 1 Cap 6 Uma nova chance
Capítulo 6
Uma nova chance
Enquanto isso, os
Malfoy pararam em frente à porta de saída para os jardins. Draco virou-se para
Escórpio.
– O que lhe falei
sobre amizade com a menina Weasley? Fique longe dela e dos Potter.
– Acho que o
problema são os amigos que ele já tem – disse Dafne.
– Fique fora
disso.
– Não fale assim
com a Dafne – disse Astoria, encarando o marido.
– Eu sei o que
seu marido quer, Tori – disse Dafne. – Colocar panos quentes no comportamento
dos filhos dos amiguinhos dele.
– Você não tem
filhos, Greengrass, então não pode dar palpite em como educo o meu.
As bochechas de Dafne ficaram vermelhas.
– Não vamos
discutir na frente do menino – interveio Astoria.
– Escórpio é meu
afilhado, portanto quase um filho – Dafne encarou os olhos cinzentos do
cunhado. – E vou ensiná-lo a ser amigo de quem quiser.
– Devemos é cada
um ficar no seu lugar seguro. Para evitar confusão.
– Discordo,
Malfoy. Se ficar em seu lugar seguro é fechar os olhos, me recuso.
Devemos viver em paz com todos. E ser amigos de quem quisermos. Vamos, Escorp.
Tchau, Tori.
Dafne puxou Escórpio,
escada acima. Astoria encarou Draco, deu um muxoxo de impaciência, virou-se e
saiu. O marido acompanhou-a.
Rosa estava com
muita raiva de Escórpio. Ela pensava que eles eram amigos. Recusou-se a falar
com ele, durante o resto do trimestre, sentando-se bem longe dele, nas aulas
que cursavam juntos. Não concordou com o que Tiago e Nikolai fizeram, embora, no
íntimo, achasse que ele merecera.
– Não está perdendo
nada, deixando de falar com o Malfoy – disse Bruno Finch-Fletchey, na aula de
Herbologia, uma tarde, pouco tempo depois do dia da brincadeira.
– Não quero falar
sobre isso – disse Rosa, colocando fertilizante de dragão em um pé de asfódelo.
Escórpio também
não estava feliz. Seus amigos o parabenizaram depois do que ele fez, mas o menino
só saiu, batendo no ombro de Vicente, ao passar. Agora, geralmente, ficava
sozinho, estudando na biblioteca, até a hora de voltar ao dormitório, onde
fechava as cortinas verdes e ficava lendo, à luz da varinha.
Um dia, encontrou
Rosa, na biblioteca, com Mary. Chamou-a, mas a menina ao vê-lo o ignorou.
– Preciso falar
com você – disse ele. – Eu sinto muito...
– Não me
interessa.
– Psiiu – disse
Madame Hipátia Majestic, a bibliotecária, olhando feio para eles.
Escórpio saiu.
O dia de voltar
para casa chegou, estava quente e ensolarado.. Depois do café da manhã, os
alunos terminaram de arrumar suas coisas e desceram para o Saguão. Os alunos do
primeiro ano atravessaram de barco até Hogsmeade, de novo. O Expresso de
Hogwarts estava parado na Plataforma.
Já no trem, Alvo,
Rosa e Mary escolheram uma cabine. Um pouco antes do carrinho passar, os outros
Weasley apareceram, mas depois do lanche e de fazerem alguma bagunça, Fred,
Roxane, Molly e Victorie voltaram para seus colegas.
A porta da cabine
abriu-se e Escórpio colocou a cabeça para dentro.
– Ahn... Rosa,
posso falar com você?
– Não – disse Alvo,
ríspido.
– Por que você
quer tanto falar comigo? – perguntou Rosa, com frieza.
– Por favor, é
rápido – disse o menino.
Rosa fuzilou-o
com o olhar, mas levantou-se e foi para o corredor. Escórpio fechou a porta.
– Eu quero pedir desculpas.
Eu sei que foi algo ruim, não é o tipo de coisa que amigos fazem, mas eu... – Ele
parou, olhando para Rosa, que o encarava, de braços cruzados. – ... eu fui um
bobo. Deixei os garotos me pressionarem.
– Foram seus
amigos que obrigaram você a fazer aquilo? – perguntou Rosa, incrédula.
– Não, eles não
me obrigaram – o menino olhou para os pés. Eu deveria ter dito não, mas
eu... – o garoto ficou vermelho.
– Ficou com medo –
disse Rosa, descruzando os braços. Escórpio olhou para ela e soube que ela
tinha entendido tudo, assim como sua mãe e sua tia.
– Se puder me
perdoar, eu nunca mais vou fazer brincadeira de mau gosto com você, eu juro – Escórpio
esperou, fitando Rosa. A garota sustentou aquele olhar celeste e percebeu algo diferente
naquele garoto; ele estava confuso.
– Tá. Eu perdoo
você, mas se bancar o idiota de novo, eu mesma é que vou azarar você – disse Rosa,
com veemência. Escórpio sorriu.
– Toma – disse ele,
estendendo um sapo de chocolate para ela. – Sem Vomitilha, eu juro.
– Obrigada –
disse Rosa, sorrindo. Abriu e tirou a figurinha. – Ah, é do meu pai. Toma – ela
estendeu a fotinho do homem ruivo, sorrindo e acenando. – Tenho várias.
– Valeu – disse Escórpio,
sorrindo, e colocou a figurinha no bolso, mesmo ele também já tendo várias de
Rony Weasley. – Ahn... tenha um ótimo verão.
– Obrigada. Você
também. Vai pra Copa de Quadribol?
– Não sei. Mamãe
disse que ficarei de castigo – ele pareceu triste.
– Papai disse que
ia tentar nos levar. Pode ser que a gente se veja, então.
Escórpio sorriu,
acenou e saiu. Rosa deu uma mordida no sapo de chocolate, enquanto entrava na
cabine.
💙💚💛💖
Em breve, começaremos o segundo ano...
domingo, 15 de junho de 2025
Ano 1 Cap 5 Lesmas e Furúnculos
Olá, bruxinhos e bruxinhas! Aqui está mais um capítulo da fanfic. Espero que gostem. Na sexta, sai o último capítulo do Ano 1.
Capítulo 5
Lesmas e Furúnculos
Nikolai ficou
muito aborrecido ao saber da brincadeira de Escórpio com Rosa. Ele estava indo
para os dormitórios, quando encontrou
Tiago subindo as escadas.
Tiago estava
tentando rastrear Escórpio sozinho, mas ele estava na aula, até
o final da tarde. Todos estavam nos jardins ou nas Salas Comunais – o corredor
estava deserto quando Tiago viu, pelo Mapa do Maroto, Escórpio saindo da
biblioteca. Ele estava indo para lá quando Nikolai o acompanhou.
– Potter.
– E aí, Krum? –
disse ele, olhando para o Mapa. – Tô ocupado.
– Tô atrás do
Malfoy – adiantou Nikolai.
– Também.
– Ei, Malfoy –
chamou Tiago e Escórpio virou-se.
– Que foi?
– Que foi?
Você achou engraçado a brincadeira com minha prima? – perguntou Tiago,
apontando a varinha para o garoto. Escórpio recuou.
– Desculpa, cara.
Eu não queria...
Nikolai também
puxou a varinha. – Ah, eu também não queria, mas vou ter que azarar você.
– Briga, briga –
gritou Pirraça, aparecendo ali. – Uh! Dois contra um! Pottinho e Krum vão
acabar com Malfoyzinho.
Escórpio puxou a
varinha também. (– É AGORA! – gritou Pirraça.)
– Exper...
– Slugulus
Eructo! Furnunculus! – gritaram Tiago e Nikolai, ao mesmo tempo. Escórpio
levou as mãos ao rosto enquanto Pirraça gargalhava.
– POTTER e KRUM –
gritou a profa. Greengrass, entrando no corredor. Ela correu para Escórpio –
ele estava vomitando lesmas no chão, enquanto bolotas de pus cobriam todo seu
rosto. – Cinquenta pontos a menos para Grifinória e para Sonserina. Vamos,
Escórpio. Os dois para sala do prof. Longbottom – disse ela e saiu com
Escórpio, deixando um rastro de lesmas.
Os dois
entreolharam-se. Tiago sabia que estava em uma baita encrenca. O prof.
Longbottom era amigo dos seus pais e a profa. Greengrass, além de diretora da
Sonserina era tia de Escórpio – iria defendê-lo. Porém, dessa vez, ele tinha
uma justificativa. Nikolai nunca se metera em confusão antes e sabia que seu
pai ficaria muito aborrecido. Os garotos caminharam, arrastando os pés, até a
sala do diretor da Grifinória. Tiago já estivera ali muitas vezes, embora as
aulas do prof. Longbottom fossem nas estufas, geralmente. Havia vários desenhos
de plantas nas paredes e uma Mimbletonia estava sobre a mesa do professor. Um
quadro que sempre chamara a atenção dos meninos era de uma panóplia de embrulhos
de chicles baba e bola, colados como um mosaico em formato de coração, com uma
moldura dourada. O professor levantou o olhar, parando a pena.
– Potter, que fez
dessa vez? – disse o professor de rosto redondo, indulgente. – Krum, é novidade.
– Azaramos o
Malfoy – disse Tiago.
– Por quê?
– Porque ele fez
uma brincadeira com a Rosa – respondeu Nikolai.
Neville levantou
as sobrancelhas. Houve uma batida na porta e a profa. Greengrass entrou.
– Muito bem, sr.
Potter e sr. Krum, podem explicar por que atacaram o sr. Malfoy? – perguntou,
incisiva.
– Ao que parece, por
vingança – disse o professor Longbottom e a colega olhou para ele. – O sr.
Malfoy fez uma brincadeira com a Rosa.
– Que tipo de
brincadeira? – perguntou ela, cruzando os braços.
– Ele colocou uma
Vomitilha no sapo de chocolate que deu a ela – disse Tiago.
– Não acredito –
falou Dafne.
– Ela vai
defender ele porque é tia dele – disse Tiago, com raiva. (– Tiago – repreendeu
o professor.)
– Nunca favoreci
o Escórpio por ser meu sobrinho, sr. Potter – disse, indignada. – Se continuar
falando assim, tirarei mais cinquenta pontos da Grifinória.
– Dafne, por
favor – disse Neville, levantando-se. Em pé, ele era bem grande e forte. –
Teremos que falar com o sr. Malfoy e esclarecer tudo.
Escórpio, ainda se curando dos furúnculos, que iam sumindo aos poucos, estava na ala
hospitalar, no dia seguinte, quando Dafne apareceu, com Astoria. Ele parara de
vomitar lesmas.
– Como está,
querido? – perguntou a mãe, preocupada. – Meu bebê, com essas marcas horríveis.
– Logo vão
desaparecer – disse Madame Longbottom.
– Eles foram até
a sala do diretor Flitwick, no fim da escada em espiral, atrás da porta com
maçaneta de águia. O pai de Escórpio estava lá, com um casal em que o menino
reconheceu Harry e Gina Potter. Além de um homem forte, de sobrancelhas grossas
e nariz adunco, Vitor Krum. Tiago e Nikolai estavam ao lado dos pais.
– Ok – disse o diretor, com sua voz esganiçada.
– É lamentável termos que fazer isso, mas tínhamos que chamar os senhores.
– Sentimos muito
por mais essa que o Tiago apronta – falou Gina e olhou feio para o filho.
– Sentem muito? –
disse Draco. – E o que dizem sobre o meu filho? Atacado pelo monstrinho de vocês.
– Ei – disse
Harry, encarando-o. – Não chame meu filho de monstrinho.
– Senhores –
interveio o diretor. – O que aconteceu é que o sr. Malfoy fez uma brincadeira
com a Rosa Weasley e os senhores aqui acharam-se no direito de se vingar.
– Igualzinho ao
pai – disse Draco, olhando com desprezo para Harry.
– Lamento muito
pelo comportamento de Nikolai – disse Vitor. – Como Rosa está?
– Bem – falou
Neville. – Teve um acesso de vômito por causa de uma Vomitilha.
– Ah – disse
Draco. – Gemialidades Weasley. Poderia ter sido qualquer um, até um dos primos.
– Estava no sapo
de chocolate que ele deu a Rosa – disse Tiago, apontando para Escórpio.
– Filho – disse
Astoria, curvando-se para ficar cara a cara com Escórpio. – Você fez isso?
Colocou a Vomitilha no doce que deu à garota? – O menino ficou quieto e evitou
o olhar da mãe. – Responde, Escórpio Hyperion.
– Coloquei –
disse ele, baixinho.
– Por quê? –
tornou a mãe.
– Foi uma
brincadeira.
– Fez isso
sozinho? – interveio Dafne. Escórpio olhou para tia e depois para mãe. Ele viu,
nos olhos delas, que elas sabiam que não faria aquilo sozinho. Balançou a
cabeça, afirmativamente.
– Provavelmente
uma pegadinha de primeiro de abril atrasada – disse Draco.
– Não toleramos
esse tipo de coisa aqui – disse o diretor. – Principalmente se houver algo de
maldade por trás, sr. Malfoy.
– O que quer
dizer com isso? – perguntou ele.
– Alguns alunos
da Sonserina ainda suscitam ideais arcaicos e preconceituosos, na escola, por
mais que tentamos detê-los, sr. Malfoy. Aí fora, também, temos visto novas
manifestações de velhos comportamentos, pela tal Supremacia Sonserina.
– Somos
totalmente contra tais comportamentos, professor – disse Astoria, encarando-o,
segurando os ombros do filhos. – Escórpio será devidamente castigado em casa.
Vai pedir desculpas a Rosa. Não é, Escórpio?
– Sim, senhora.
– Peça desculpas
ao Escórpio, Tiago – disse Gina.
– Mas, mãe...
– Agora, Tiago
Sirius. Um erro não anula o outro.
– Desculpa –
disse o menino, sem olhar para o colega.
– Nikolai, também
– disse Vítor, cutucando o filho.
– Desculpa.
– Pronto, acabou?
– perguntou Draco, entediado.
– Os três
receberão detenções – disse Flitwick.
Já no corredor, embaixo, a família Malfoy saiu
com Dafne.
– É uma pena nos
encontrarmos assim, Harry – disse Vítor.
– Vamos marcar um
jantar lá em casa – disse Gina. – Enviarei uma coruja a Rayna. Podemos chamar
Rony e Hermione também.
– Ah, sim. Será
ótimo. Bom, darei uma palavrinha com Niko, antes de ir. – Pai e filho se
afastaram.
– Não sei o que
eu faço com você, Tiago Sirius – disse Gina, com os olhos faiscando para o
filho, segurando a orelha dele. Tiago fez uma careta. – Mais uma detenção. Deveria
dar exemplo a seu irmão.
– Gina – disse
Harry, segurando a mão da mulher. – Desse jeito o menino vai ficar igual o
Jorge.
– Você é
indulgente, Harry Tiago, porque é o filho do Malfoy. – Ela fuzilou-o com o
olhar.
– Tiago – disse
Harry, com as mãos nos ombros do filho e olhando-o nos olhos. – Foi isso que
lhe ensinamos? Usar a varinha sempre, sem conversar primeiro? Para vingança?
– Não, pai.
– Então... Quando
tiver algum problema, vá ao Neville, ao Hagrid, ao diretor. Eles vão resolver, sem
mandar ninguém para ala hospitalar.
– Aí não teria
graça – resmungou Tiago.
– Acha engraçado
ficar cheio de furúnculos, vomitando lesmas? – Harry puxou a varinha. – Posso
fazer você rir agora.
Tiago recuou. – Não.
– Foi o que
pensei – disse Harry, guardando a varinha. – Quando for fazer algo com alguém,
pense se gostaria que alguém fizesse com você. Agora vai, está perdendo aula.
Tiago deu um
abraço rápido na mãe e saiu correndo. Harry olhou para Gina e ela sorriu. Ele
passou o braço pelos ombros dela e deu-lhe um beijo na bochecha. Os dois saíram.
domingo, 8 de junho de 2025
Ano 1 Cap 4 O sapo de chocolate
Lumus! Mais um capítulo da fanfic. Espero que gostem.
Capítulo 4
O sapo de
chocolate
As férias de
Páscoa chegaram e os alunos foram para casa. Rosa ficou feliz ao encontrar seus
pais e seus avós maternos, que apareceram para o almoço de Páscoa, n’A Toca. Antes de
voltar a Hogwarts, Rony apareceu no quarto da filha enquanto ela arrumava a
mala.
– Soube que está
andando com o Escórpio Malfoy.
– Tiago foi fazer
fofoca.
– Não é fofoca.
Ele se preocupa com você.
– Escórpio é um
garoto legal.
– Sei – disse o
pai, desconfiado. – Só cuidado. Uma abóbora não nasce longe do ramo. O pai dele
nunca foi flor que se cheire.
– Mas a tia dele
é nossa professora e ela é muito legal.
– É, talvez a
família da mãe dele seja legal, mas a do pai...
– Tá bom, pai –
disse ela, baixando os olhos. Rony passou a mão pelos cabelos dela e saiu.
O pai de Escórpio
também conversou com ele, antes da volta a Hogwarts.
– Soube que anda
amigo da menina Weasley.
– Rosa?
– Não acho bom
que ande com ela?
– Por que?
– Porque vocês são
muito diferentes. Podem ter problemas depois.
– Diferentes
porque ela tem sangue trouxa? – o menino olhou nos olhos do pai.
– Não é por isso.
– Mamãe não acha
que tem problema.
– Sua mãe não vê
problema em muita coisa. Vamos? – Draco saiu, levitando o malão.
No Expresso de
Hogwarts, Escórpio encontrou os amigos: Rick, Vicente, Marcel e Evelyn. Eles
estavam rindo e se calaram quando ele entrou na cabine.
– Que foi? –
perguntou ele, desconfiado.
– Estamos
planejando uma pegadinha – disse Rick, sorrindo.
– Pra Rosa
Weasley – disse Evelyn, sorrindo.
– Rosa? – ele
ficou preocupado. – O que vão fazer?
– Colocamos um
pedaço de Vomitilha nesse sapo de chocolate – explicou Marcel. – E você vai
entregar a ela.
– Eu? – perguntou
Escórpio. – Nem pensar.
Os outros riram.
– Malfoy é
fracote – disse Vicente e imitou uma galinha.
– E namoradinho
da Rosinha – caçoou Rick.
– Parem com isso!
– disse Escórpio, aborrecido.
– Faça isso ou
será banido do nosso grupo – disse Marcel. – Tio Draco vai ficar tão feliz em
saber que Escorpinho é um fraco, amante de trouxas – debochou.
Escórpio queria
dar um soco no colega, mas ele era bem maior que ele.
– Ela só vai vomitar
um pouco – disse Evelyn, sádica. – Nojenta como é, nem vai fazer diferença.
– Cala-a-boca –
disse Escórpio, vermelho de raiva.
– Uuuuuhhhh – fizeram
os meninos. – E aí? Vai ser um covarde? – perguntou Marcel, estendendo o sapo
de chocolate para Escórpio.
O garoto pegou,
resignado.
– É isso aí, Escorp
– disse Vicente, dando tapinhas nas costas do amigo. Escórpio enfiou o doce no
bolso e olhou pela janela.
Ao chegar a
Hogwarts, Escórpio não conseguiu comer nada, com o estômago revirando. Se
fizesse aquela brincadeira com Rosa, ela ficaria com raiva dele para sempre.
Mas se seus amigos o rejeitassem, ele ficaria sozinho e seu pai ficaria furioso
ao saber que o filho era amigo de uma Weasley. Porém, no dia seguinte, seus
amigos insistiram e depois da aula de Feitiços, Escórpio se aproximou de Rosa,
Alvo e Mary. Eles estavam quase subindo para deixar o material.
– Oi, Rosa.
– Oi, Malfoy.
O garoto pensou em sair correndo, mas Rick,
Marcel e Evelyn estavam observando-o.
– Eu só queria te
dar isso. De Páscoa.
– Obrigada – ela
disse, sorrindo, e ele saiu depressa.
Mary observou o garoto se afastar. –
Esquisito.
– Não come isso –
disse Alvo.
– Por que? –
perguntou a prima.
Ele deu de
ombros. – Acho que não deveria. Tiago diz que os Malfoy não prestam.
– Você não pode se
deixar levar por tudo que Tiago diz. – Rosa abriu o sapo e deu uma dentada. Ela
começou a mastigar enquanto entravam no Salão. Sentiu uma ânsia de vômito. Não
conseguiu controlar e curvando-se, vomitou. Os alunos perto fizeram uma careta.
Mary soltou um
gritinho. Victorie acorreu a prima, que continuava vomitando. Os primos Weasley
e Potter também foram até ela. Victorie já a estava conduzindo à ala
hospitalar.
– Parece que ela
comeu uma Vomitilha – disse Fred.
Alvo pegou o
resto do sapo que estava no chão.
🍫🐸
Rosa estava um
pouco pálida, mas parara de vomitar, dez minutos depois, na ala hospitalar.
– Está melhor,
querida? – perguntou a enfermeira, Ana Longbottom. A menina balançou a cabeça.
– Odeio essas porcarias da Gemialidades – tartamudeou, limpando o chão com a
varinha. – Descanse um pouco. Vocês podem ir.
Os primos e Mary estavam
ao redor da cama de Rosa.
– Foi aquele Malfoy
– disse Alvo, mostrando o resto do sapo de chocolate. Dentro havia um pedaço de
um docinho laranja.
– Ai, que garoto
idiota – falou Victorie, aborrecida.
Rosa não queria
acreditar no que ela estava vendo e ouvindo. Por que Escórpio tinha feito
aquilo? Ela pensava que eles fossem amigos.
– Eu vou acabar
com aquele cara – disse Tiago, só para Alvo, quando já tinham saído da ala
hospitalar e as meninas iam à frente.
– Não vai se
meter em problemas – falou o irmão.
– Quem se meteu
em problemas foi o Malfoy – disse Tiago.
Capítulo 10 - Jantar de Ano Novo
Olá, bruxinhos e bruxinhas! Demorou, mas saiu! Espero que gostem! Jantar de Ano Novo Astoria desceu as escadas, em seu vestido de veludo...
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Olá, bruxinhos e bruxinhas! Mais um capítulo para vocês! Se puder, deixe um comentário. Capítulo 4 A verdade Raramente, Escórpio ia ao ...
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