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Personagens e lugares da série Harry Potter pertencem a JK Rowling e Warner Brothers. Essa história é apenas uma fanfic sem intenção de ferir os direitos autorais. Personagens originais inventados para continuidade da história.

Harry Potter Publishing Rights © J.K. Rowling. Harry Potter characters, names and related are trademarks of Warner Bros. All rights reserved. My history is a fanfiction. Not intention infringe copyright



quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Capítulo 10 - Jantar de Ano Novo

Olá, bruxinhos e bruxinhas! Demorou, mas saiu! Espero que gostem!


Jantar de Ano Novo

Astoria desceu as escadas, em seu vestido de veludo negro. Seus diamantes rutilavam. Ela não esboçou sorriso quando o marido a elogiou.

– Que fique claro que estou indo contra minha vontade – disse ela, ajeitando a gravata de Escórpio. – Só vou porque não quero meu filho sozinho no meio dos seus amigos.

– Você já disse isso – Draco revirou os olhos. – É só um jantar, Tori. Não é nada diretamente político.

– Sei. – Astoria colocou as luvas.

– Vamos – disse Draco, estendendo o braço para Astoria, mas ela pegou a mão do filho e saiu. Draco seguiu-os, resignado.

 

Hermione, Rony, Harry e Gina estavam, com os filhos e os senhores Granger, no saguão de entrada do Warbeck Hall. Hugo reclamava da gravata-borboleta, puxando-a.

– Pare com isso – falou a mãe. – Está tão bonitinho. Parece um homenzinho.

– Eu sou um homem.

– Um homem de 10 anos – debochou Rosa.

– Por isso, não usei a minha – disse Tiago. Gina olhou feio para ele.

– Olha só quem vem ali – disse Rony, indicando a entrada. Os outros se viraram para ver os Malfoy entrando.

Rosa observou Escórpio em seu smoking e ele encarou-a. Logo em seguida, vieram os Pucey e os Goyle. Ela desviou o olhar quando o menino encontrou os amigos.

– Não é estranho Higgs ter marcado o evento dele para hoje? – perguntou Rony.

– Vamos entrar – disse Hermione e eles entraram no salão. Várias mesas estavam postas com pratos e talheres reluzentes e taças de cristal. O palco estava montado com um piano de calda preto.

Uma bruxa de vestido dourado apareceu e os conduziu a uma mesa com a plaquinha Weasley/Potter, próxima ao palco. Percy e a família já estavam lá, junto com o sr. e a sra. Weasley.

Enquanto isso, no saguão, os Malfoy eram cumprimentados pelos Pucey e pelos Goyle.

– Você está maravilhosa, Tori, querida – disse Pansy. Seus olhos famintos olharam dos brincos para o colar da outra, mas o sorriso não vacilou.

– Obrigada, querida – disse Astoria...

Vítor e Rayna Krum cumprimentaram Hermione, Rony, Harry e Gina e os demais da mesa. Nikolai fez questão de se adiantar para apertar a mão de Rosa. Eles saíram.

– Afinal, minha esposa é mais bonita que a do Krum – disse Rony.

– Pare com isso, Ronald – falou Hermione, contrafeita.

– Rony nunca superou o colégio – disse Gina, revirando os olhos.

– E você que quase azarou a Cho quando ela cumprimentou o Harry.

– Isso não é verdade – Gina disse, aborrecida.

– O Tiago sumiu atrás da filha dela – completou Rony. Gina procurou pelo salão e avistou o filho na mesa dos Corner, conversando com Edmundo e Sagwa.

Logo, Hermione se viu engolfada em um mar de cumprimentos de antigos colegas e conhecidos, que vinham até a mesa cumprimentá-la. Então, uma mulher com um vestido de gola alta, em cascata, verde-claro, apareceu. Ela sorriu.

– Hermione, Ron, Harry, Gina... Celestina pede desculpas pelo atraso, mas ela está chegando. Vocês estão bem servidos? Gostariam de algo?

– Whiskey de fogo – disse Rony.

– Não, obrigada, Lilá – disse Hermione, olhando feio para ele.

– Hermione – disse um homem alto e forte, parando atrás de Lilá(ela virou-se). Ele apertou a mão de Hermione e beijou-a.

– Pensei que não viria, Corm – disse Lilá, com o sorriso vacilando. Ele deu um beijo na bochecha dela.

– Como não.

Naquele momento, Rita Skeeter adentrou o salão, seguida de perto por um fotógrafo. Os cabelos loiros dela estavam presos em um coque elegante e ela usava um tailleur verde-limão. Sua pena de repetição rápida a seguia, junto com um pergaminho.

– Ah, o quarteto mágico! – disse ela, com afetação. – Enviei Vane ao jantar do Higgs pois não poderia perder isso por nada... – ela observou a mesa. – Onde estão o sr. e a sra. Gui Weasley? Então, de fato, houve um racha na família.

– Me poupe, Rita – disse Gina. – Gui e Fleur estão ótimos. Só optaram por não comparecer pois não queriam ter o desprazer de encontrar você.

– Alguma declaração sobre seu protegido, Harry? – ela sorriu. Harry ignorou-a. – Então, Celestina está amadrinhando sua campanha, Hermione?

Nesse momento, Celestina Warbeck adentrou o salão e as vozes se calaram. Ela era uma senhora cor de mogno, alta e marcante. Estava em um vestido azul-marinho com estampa de gira-gira que realmente giravam pelo tecido. Todos aplaudiram, de pé. Ela acenou e cumprimentou, enquanto passava...

 

No jantar de Higgs, ele subiu ao palco e todos aplaudiram. O pianista fantasma parou de tocar.

– Boa noite! Obrigado por terem vindo. Gostaria de agradecer a presença ilustre da família Malfoy. – Draco e Lúcio acenaram com a cabeça e houve aplausos breves. Flashes dispararam. – Minha esposa maravilhosa, que organizou esse jantar, Daisy. Sr. e sra. Goyle... Estamos aqui como uma maneira de confraternizar, de lembrar a que fomos chamados e de onde fomos tirados. Divirtam-se.

Um grupo de música clássica subiu ao palco e começou a tocar uma balada.

– Que chatice – disse Marcel, para Escórpio, Vicent e Evelyn, sentados perto dele, e bocejou. – Vem, vamos encontrar o Higgs.

– Pra onde vamos? – perguntou Escórpio, olhando para mãe, sentada à outra mesa. Ela estava conversando com Draco e eles pareciam discutir.

– Anda logo.

Os garotos encontraram Átila Higgs e saíram do salão, desceram para o primeiro andar. Esconderam-se atrás de um grifo de mármore.

– Olha só – disse Higgs. – Existem sete dutos de ventilação no salão. Cada um vai levitar e atirar uma bomba de bosta por ele. E eu vou mandar um pó escurecedor. – Ele mostrou uma sacola com o símbolo da Gemialidades Weasley

– Por que vocês vão fazer isso? – perguntou Escórpio.

– Porque aquela sangue-ruim já cheira mal mesmo, não vai fazer diferença.

– Você não pode falar assim da Hermione – disse Escórpio, vermelho.

Higgs encarou-o. – Olha só, Malfoy agora tá se bandeando pro lado de lá. Sua família é uma traidora nojenta também, que entregou metade de nós pro imundos que tomaram o Ministério. Mas seu pai decidiu apoiar meu pai então vou te dar uma chance. Ou tá com a gente ou é um deles.

Higgs empurrou uma bomba na mão de Escórpio e ele enrubesceu mais ainda...

Celestina tinha feito um pequeno discurso de agradecimento, depois convidou o Ministro Kingsley a dar uma mensagem e logo depois ele passou a palavra a Hermione. Enquanto isso, Mary se aproximou da cadeira de Rosa e sussurrou:

– Os meninos estão aprontando alguma coisa. – Rosa olhou para ela. – Vem. – As duas foram para o fundo do salão, onde Alvo estava. – Tiago e a turminha dele, sabe...

Enquanto saíam do salão, Alvo contou a Rosa o que os outros tinham proposto a ele de fazer. Mas ao irem subindo para o primeiro andar, Rosa viu Escórpio escondido atrás do grifo. Ele a viu e saiu andando rápido pelo corredor.

– Podem ir – disse Rosa e voltou.

Ela seguiu Escórpio pelo corredor.

– Malfoy!

Ele parou e virou-se, devagar, colocando as mãos nos bolsos.

– Mostre suas mãos.

– Você não manda em mim, Weasley.

Rosa ia avançar para ele, mas houve vários sons de bombas abafadas e gritos e Rosa virou-se. Os dois correram de volta pelo corredor. A multidão se encontrou no primeiro andar. Todos falavam ao mesmo tempo e Kingsley tomou a frente. Apontou a varinha para a garganta e falou com a voz amplificada.

– Silêncio! Por favor, vamos nos acalmar...

– Acalmar? – gritou Higgs. – Fomos atacados!

– Também jogaram bombas de bosta no nosso salão...

– Você! – ele indicou para Tiago, que estava perto da mãe. – Todos sabem da sua fama de encrenqueiro.

– Eu não fiz nada – disse o garoto.

– Mostre suas mãos.

– Do mesmo modo poderíamos dizer que seu filho tem algo a ver com o que aconteceu nesse salão – disse Harry, encarando Higgs.

– Mostre suas mãos, filho – falou o sr. Higgs. Átila hesitou. – Mostre.

Átila esticou as mãos e estavam sujas de algo marrom parecido com lama. Gina puxou as mãos de Tiago dos bolsos dele, mas estavam limpas. O sr. Higgs olhou com raiva para o filho.

– Então, chegamos a um veredicto – disse Kingsley. – Foi uma pegadinha de criança. Vamos limpar o salão e todos voltaremos a nossos lugares.

Gina puxou Tiago de lado. – Eu sei que foi você e seus amigos.

– Eles fizeram o mesmo. Só revidamos. Deveria ouvir o que falaram da tia Mione.

– Mas não se resolve nada atacando, Tiago Sirius!

– Daremos a resposta na eleição – disse Harry. – Está de castigo.

– Ah, pai – Tiago reclamou, chateado.

Rosa viu Escórpio subir para o segundo andar. Ele olhou para trás e depois continuou.  

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Ano 2 Capítulo 9 Complicações

 Olá, bruxinhos e bruxinhas! Desculpa a demora, mas aí está mais um capítulo. 



Ano 2 Capítulo 9

Complicações


AFILHADO DE HARRY POTTER SEQUESTRA UMA DAS WEASLEY

Romilda Vane

Segundo fontes, Ted Lupin, afilhado de Harry Potter, filho do falecido lobisomem, Remo Lupin, teria sequestrado a filha de Guilherme e Fleur Weasley, Victorie, e se casado em segredo.

O mais velho dos Weasley não aprovava o namoro da filha com Lupin, devido à vida desregrada do mesmo, regada a festas, uísque de fogo e pó de garra de dragão. Guilherme enviou a filha para Beauxbatons para trabalhar com a amiga de longa data de sua esposa e diretora da escola, Madame Maxime.

De lá, Ted Lupin teria tirado Victorie; e se casaram no último dia 16, na casa de algum amigo, sem a presença de nenhum Weasley. Lupin segue, assim, o legado da família, cujas avó e mãe também fugiram para casar.

O que Harry Potter achou disso? Será que o afilhado fez isso a conselho da sua única figura – e que figura – paterna? Começa assim um racha entre a família Potter e Weasley? Acompanharemos a tumultuada e escandalosa família da candidata à Ministra da Magia, Hermione Granger-Weasley.

 

Rony fechou o jornal e pegou o garfo para os ovos com bacon.

– Sobrou pra você, Mione.

– Se eu me importasse com o que a Vane escreve – disse ela, passando as torradas com geleia para Hugo, que bocejava. – E você não deveria ler essas coisas para as crianças.

– Como se a gente não soubesse que eles viviam se agarrando por aí – falou Hugo, com a boca cheia de torrada.

Hermione o repreendeu por falar com a boca cheia.

– Não vamos mais ver a Vick e o Ted? – questionou Rosa.

Hermione e Rony se entreolharam.

– Com o tempo as coisas vão se resolver, querida – disse a mãe.

– Será que a Drômeda virá para o Natal? – pensou Rony.

– Ela tem que vir – disse Hermione. – Não tem nada a ver. Ela ficar sozinha, por causa do comportamento do Ted. Aposto que ela não concorda com isso. Somos a única família dela.

– Por que ela não tem família? – perguntou Hugo, depois de engolir um bocado de ovos.

– Ela tem, mas não querem contato com ela – disse Rosa. – Os Malfoy são parentes dela.

– É verdade – disse Rony. – Por isso não deve ficar amiga do Escórpio. Eles renegam a própria família.

– Ron – disse Hermione, com um olhar repreendedor.

– Mi – disse ele. E sorriu.

– Bom, eu já vou – disse Hermione, levantando-se. – Hoje, temos a sessão de fotos da campanha, Ron.

– Certo. Estarei lá, arrumado e cheiroso.

Ela sorriu.

– Podemos participar? – perguntou Hugo, animado.

Hermione e Rony se entreolharam.

– É... Ahn, eu não queria expor vocês – disse a mãe. – Vocês querem aparecer?

– Sim! – disseram os filhos. – Queremos apoiar você, mãe – completou Rosa.

– E quando você for Ministra, o Tiago não vai poder mais me chamar de nanico ou vou enviá-lo pra Askaban – disse Hugo, empertigando-se.

– Olha o pequeno déspota – falou Rony, bagunçando o cabelo do filho, enquanto Hermione o repreendia.

 🦉

Escórpio pegou o jornal que seu pai deixara sobre a mesa de mogno escuro, na sala de jantar. Na primeira página, estava Rosa, com a mãe, o pai e o irmão. Havia uma reportagem sobre o lançamento oficial da campanha de Hermione Granger-Weasley ao Cargo de Ministra da Magia. Também havia uma foto menor no meio do texto, de Hermione com um casal, que deveria ser o sr. e a sra. Granger. Escórpio percebeu que a senhora tinha as mesmas covinhas de Rosa. Eles estavam cada um de um lado de Hermione e sorriam, orgulhosos.

– Lendo sobre política, Escórpio? – O menino se assustou ao ouvir a voz de seu avô Lúcio Malfoy.

– Só dando uma olhada.

– Quem sabe, no futuro, decida seguir por esse caminho, já que seu pai não quis.

O menino não respondeu.

– Sua mãe não vai ao jantar do Higgs. E disse que você não vai.

Lúcio sentou-se para olhar nos olhos do neto.

– Não tô afim de ir. Deve ser chato... Coisa de adulto. – Ele deu de ombros.

– Sabe que é nosso único herdeiro, sim? Você precisará desses contatos para manter os negócios e tudo mais.

Escórpio desviou o olhar para o jornal. Lúcio acompanhou o olhar dele.

– Sua colega, não é, a menina? – O menino confirmou. – Como ela é?

– Normal – respondeu o menino, voltando a olhar para o avô.

– Vocês são amigos?

– Não – Escórpio percebeu que era difícil perceber que era verdade.

O avô prescrutou o neto.

– Eu sei que sua mãe criou você com umas ideias mais liberais. De fato, não precisamos ser inimigos de algumas pessoas, no novo regime, mas também não há necessidade de sermos amigos. Entende?

Escórpio observou-o e percebeu o recado nas entrelinhas. Anuiu com a cabeça.

– Apoiamos o Higgs não porque ele busca os velhos costumes, mas ele quer encontrar o caminho do meio. Você vai entender quando for maior.

– Acho que estou entendendo muito bem, vô – disse, sustentando os olhos cinzentos do homem. Lúcio meio sorriu.

Astoria entrou na sala. Ela trazia um rolinho de pergaminho.

– Hyp, chegou pra você. Do Vicente.

O menino pegou a carta e abriu. A letra garranchosa de Goyle dizia:

 

Escórpio suspirou, enrolando a carta.

****

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Ano 2 Cap 8 Vaga comprada

 

Feliz dia das bruxas! Mais um capítulo para vocês. Espero que gostem porque esse me deu especial trabalho já que mudei um pouco o texto original e não estava achando bom.



Capítulo 8

Vaga comprada

Outubro transitou para Novembro e a primeira partida de quadribol aconteceu no segundo fim de semana do mês. Sonserina versus Lufa-lufa. A Casa do texugo também tinha um novo apanhador, Bruno Finch-Fletchey.

“Sonserina de posse da goles”, narrou Fred Weasley, com a voz amplificada pelo feitiço Sonorus, “passa por Whitby e... marca. Dez a zero para Sonserina! Lufa-lufa de posse da goles agora. Maldonado tenta marcar, mas Higgs bloqueia. E Sonserina marca de novo... Vinte a zero!”

Depois disso, Lufa-lufa marcou duas vezes e empatou. Sonserina passou à frente, com cinquenta a vinte.

“Higgs bloqueando todas as tentativas da Lufa-lufa de marcar”, berrou Fred. “Olha o que o Montague fez! Marginal! Delinquente!”, Fred pulou para longe do alcance do prof. Longbottom.

Escórpio viu quando Montague arremessou um balaço na direção de Macmillan, goleiro da Lufa-lufa, que caiu da vassoura. A profa. McBoon levitou-o até o chão.

 “E parece que Finch-Fletchey avistou o pomo”, gritou Fred.

Escórpio percebeu um lampejo dourado do outro lado do campo e voou direto para lá. Ele e Bruno ficaram ombro a ombro e se trombaram. Escórpio não ia deixar o colega pegar o pomo. Não depois de ter visto o garoto andar para cima e para baixo com Rosa. Bruno não teria mais essa alegria.

O placar era setenta a quarenta agora. Escórpio esticou o braço e agarrou a bolinha, depois de dar um empurrão para o lado em Finch-Fletchey.

“Malfoy captura o pomo!”

A torcida da Sonserina explodiu em vivas, lá embaixo. Os jogadores voltaram ao chão.

– Parabéns, Malfoy – disse Higgs, dando palmadinhas no ombro dele.

Escórpio agradeceu, enquanto observava Rosa, subindo em direção ao castelo, conversando com um cabisbaixo Bruno. Gostaria de poder comemorar sua primeira vitória com ela.

🦉

No dia seguinte, Escórpio estava subindo para biblioteca, depois do almoço, quando encontrou Rosa, Alvo, Mary e Bruno.

– Pra quem comprou a vaga, você jogou bem, Malfoy – disse Bruno.

– Bruno, deixa ele – sussurrou Rosa.

– Pra você ver que não comprei coisa nenhuma. O pomo estava na sua cara, Fletchey – respondeu o garoto. – Agora, licença que tenho que estudar.

Bruno puxou a varinha, mas Rosa segurou a mão dele. Átila Higgs se aproximou.

– Nem pense nisso, Fletchey – disse ele. – Tá bem nervosinho porque perdeu, né? Jogue melhor da próxima vez.

– E você tá bem feliz porque os amiguinhos poderosos do seu pai estão comprando a eleição dele.

Higgs puxou a varinha. – Dobre sua língua pra falar do meu pai.

– Vamos, Bruno – disse Rosa, puxando-o, com a ajuda de Alvo.

– Vocês querem se infiltrar no Ministério, outra vez. Diga a seu pai, Malfoy, que ele não tem mais lugar lá – Bruno estava vermelho.

– O tempo que vocês lá que está acabando, seus sangues-ruim – disse Higgs.

Finalmente, Rosa, Alvo e Mary conseguiram tirar Bruno do corredor.

– Pare com isso, cara – disse Alvo, quando chegavam ao andar de baixo. – Vai arranjar problema com ele.

– Não tenho medo dele – disse o garoto, aborrecido, se desvencilhando do colega. – Você viu, né, Rosa, de quem seu amiguinho é amigo? – Bruno olhou para ela.

– Ele não é mais meu amigo – disse ela.  

 ⛄🎄

Quando Dezembro baixou sobre o castelo, frio e branco, Rosa ficou contente em saber que as férias de Natal estavam chegando. Ela concentrou-se em estudar, ser a melhor da sala e passar tempo com Mary e Alvo, nos horários vagos, além de seus outros amigos e primos. Tiago voltara a falar com ela desde que a menina deixou de conversar com Escórpio. Porém, no fundo, a garota sabia que o comportamento frio de Escórpio a incomodava e muito. E ela não esquecera que ele não disse nada quando Higgs os chamou de sangue-ruim.

No último dia do trimestre, Rosa estava saindo da biblioteca, onde fora entregar um livro e desejar feliz natal à bibliotecária. Ela esbarrou em Escórpio, que derrubou os livros que carregava.

– Desculpa – disse ela, agachando-se para ajudá-lo.

– Sem problema – disse ele, sem olhar para ela e levantou-se com os livros nos braços. Ele passou por Rosa e entrou na biblioteca. Ela pensou em dizer algo a ele, mas desistiu.

 ⛄🎄

Escórpio chegou à mansão, já decorada para o Natal. A árvore gigante era decorada com as tradicionais bolas de prata com o brasão dos Malfoy e velas que não derretiam. Apenas sua mãe foi buscá-lo na Plataforma pois, segundo ela, seu pai estava em uma reunião. Ao entrarem na sala, Draco saía do escritório com um homem loiro e corpulento. Ele sorriu ao vê-los.

– Madame Astoria – ele cumprimentou-a com um beijo na mão. – E o jovem Escórpio.

– Sr. Higgs – disse o menino, apertando a mão do homem.

– Estava falando com seu pai que Átila elogiou muito seu desempenho no jogo. Herdou o talento de seu pai, claro.

– Escórpio joga muito melhor que eu – disse Draco.

– Modesto... Bom, vou indo que Átila deve ter chegado também. Nos vemos no jantar de Ano-Novo – disse Terence Higgs. – Leve o jovem Malfoy, para ir se acostumando com a política.

Draco acompanhou-o até a porta. Zig, o elfo, apareceu para levar o malão de Escórpio para o andar de cima.

– Suba, querido – disse Astoria – e se arrume para o jantar.

Escórpio subiu as escadas, mas não foi para o quarto, ficou no primeiro andar, escutando. Astoria cruzou os braços, quando Draco voltou à sala.

– Que jantar de Ano-novo?

– Não comece.

Não comece? Disse que não queria me envolver em política e você não deveria também.

– Astoria, nós ainda temos um nome. Higgs me pediu apoio na campanha.

– Ele quer que tudo volte a ser como era antes.

– Você não vai apoiar abertamente a Granger, está ouvindo? – disse ele, encarando-a.

– E quem vai me proibir? Você?

– Tori, por favor – disse Draco, apaziguador, aproximando-se dela.

– Não vou a esse jantar. E não vai levar meu filho.

– Nosso.

Astoria subiu as escadas, com passos duro. Escórpio correu para seu quarto. Seria verdade o que Rosa dissera? Seu pai pagara ao pai de Higgs para colocá-lo no time? No jantar, o menino não conseguiu comer, ficou mexendo no faisão.

– Tudo bem, Hyp? – perguntou Astoria.

Escórpio olhou para o pai. – É verdade que você pagou para me colocarem no time?

Astoria olhou para o marido, perplexa.

– Não – respondeu Draco, calmamente.

– Por que estão falando isso em Hogwarts?

– Eu fiz uma doação a campanha do Higgs e ele deve ter falado para o filho. Mas você foi muito bem nos testes pelo que ouvi falar. Passou até o filho do Krum.

– Você deu uma vassoura nova ao Higgs?

– Não. O pai comprou uma vassoura nova para ele.

– Você disse ao Atila para me obrigar a parar de falar com a Rosa pra ficar no time! – acusou Escórpio.

– Draco, eu não acredito que você fez isso – disse Astoria, incrédula.

– E pra quê você quer falar com aquela menina? – Draco perguntou, olhando para o filho. – Fique longe dela e vai ser melhor para todo mundo.

– Eu vou sair do time – disse o menino, taxativo.

– Não vai, não!

– Não quero uma vaga comprada! – Escórpio levantou-se e saiu.  

– Volte aqui, Escórpio Hyperion!

– Eu não acredito nisso, Draco – falou Astoria, decepcionada. – Eu sempre acreditei em você, que tinha se tornado alguém melhor. Você está ficando igual seu pai.

Astoria levantou-se e saiu. Draco observou-a, sentindo algo que parecia arrependimento.

 

 

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Ano 2 Cap 7 O Novo Apanhador da Sonserina

 Olá, bruxinhos e bruxinhas! Mais um capítulo. Espero que gostem!



Capítulo 7

O Novo Apanhador da Sonserina🧹

No começo de Outubro, começaram os testes para os times de quadribol. Agora que poderia entrar para o time, Escórpio estava decidido a fazer o teste para apanhador. Expressou esse desejo a Rosa enquanto faziam os deveres de casa, na biblioteca.

– O que acha? – perguntou o garoto. 

– Se você é bom apanhador, não vejo por que não – disse Rosa. – Espero que entre para o time.

Tiago passou por ali e lançou um olhar furioso para os dois.

– Vocês ainda estão sem se falar? – perguntou Escórpio a Rosa, olhando na direção do primo.

– Ele é um chato, fofoqueiro – falou Rosa. – Aposto que disse a meu pai. Ele me mandou uma carta, semana passada, pra ficar longe de você.

– Por que seu pai não gosta de mim? – perguntou Escórpio. 

– Acho que ele não gosta do seu pai – disse a menina, fazendo a conclusão da sua redação sobre mandrágoras. – Acabei.

Alvo e Mary apareceram, carregando vários livros, e se sentaram.

– Oi, gente – disse Mary, sorrindo.

– Seu pai está na escola, Malfoy – disse Alvo. 

– O que ele ‘tá fazendo aqui? – perguntou Escórpio, surpreso.

– Não sei – sussurrou Alvo, abrindo O livro padrão dos feitiços - 2a série. – Ele estava conversando com a profa. Greengrass, no saguão. 

Alguns minutos depois, Madame Hipátia Lello, a bibliotecária, aproximou-se e disse a Escórpio que o pai estava esperando-o, no corredor. Escórpio acompanhou-a.

– Pai? O que aconteceu? – perguntou o menino. – Eu já te falei que não quero você com aquela menina Weasley.

– Rosa.

– O pai dela me mandou uma carta pedindo que afastasse você dela.

– Por quê? Ele tem os motivos dele e eu também tenho os meus. Vocês são pequenos demais pra entender.

– Entender que ele não gosta de você porque era um Comensal da Morte? – Escórpio encarou os olhos cinzas do pai. 

Draco ficou mais pálido que de costume. Ele levantou a mão, mas fechou o punho.

– Draco – disse Dafne, aproximando-se.

– Que é, Dafne? – Draco olhou para ela com raiva.

– Deixe o menino em paz – ela colocou as mãos nos ombros do sobrinho.

Draco olhou da cunhada para o filho. – Lembre-se do que eu disse  – e saiu.

 

Escórpio passou no teste para apanhador, mas o capitão, Átila Higgs, o interceptou ao saírem do campo.

– Mas há uma condição para entrar no time – disse ele.

– Condição?

– É. Vai ter que parar de andar com aquela garota da Grifinória. Ela pode se tornar uma espiã pelo time deles.

– Rosa não faria isso – disse o menino, aborrecido.

– Nunca se sabe. Bom, é essa a condição. Aceita ou não? – Higgs encarou Escórpio.

Se seu pai soubesse que desistira do time por causa da Rosa, iria ficar furioso. – Aceito – disse Escórpio, por fim.


No dia da festa de dia das bruxas, Rosa foi falar com Escórpio. Ele a estava ignorando, há alguns dias.

– Por que você não ‘tá falando comigo? – perguntou ela, com uma expressão dura. – Eu fiz alguma coisa pra você, Malfoy?

– Não – respondeu Escórpio, evitando os olhos dela. Ele ia saindo. – Sabia que é falta de educação sair quando alguém está falando com você? – perguntou ela, segurando o braço dele.

– Só não quero falar com você – falou ele, ríspido.

– Por quê? Seu pai proibiu? Ou foi seu capitão? – Ele ficou surpreso.

– Como sabe disso?

– Então é verdade. O quadribol é mais importante que nossa amizade. Sabe o que andam dizendo? Que seu pai pagou para deixarem você entrar no time e ficar longe de mim.

– Isso é mentira.

– Tiago tem razão – disse ela, triste. – Vocês, Malfoy, são todos uns preconceituosos malvados.

– Pensei que pensasse diferente.

– Pensei que você fosse diferente também.

Rosa saiu para o salão. Escórpio nem foi à festa. Voltou ao dormitório. Será que era verdade? Seu pai pagou a Higgs para colocá-lo no time? Sua tia não deveria saber disso, ela não aceitaria. O menino deitou-se, com algo revirando seu estômago.

– Escórpio? – chamou Vicente, mais tarde. – Trouxe um pedaço de torta pra você. Não foi ao jantar por quê? ‘Tava cheio de coisa gostosa.

– Não tô com fome.

– ‘Cê ‘tá bem?

– Tô, Goyle, valeu – disse Escórpio, sem olhar para o colega, que deixou a torta sobre a mesa de cabeceira.

 

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Ano 2 Cap 6 Ação e reação




Olá, bruxinhos e bruxinhas! Mais um capítulo. Espero que gostem! Se puderem, compartilhem com um amigo que possa gostar dessa história também. 



Capítulo 6

Ação e reação



Rosa e Escórpio encontraram-se no corredor enquanto buscavam uma cabine.

– Oi – disse ela, sorrindo. – Como foram as férias?

– Oi – disse ele e deu de ombros. – Normal.

– Quem é o cabeça de trasgo que tá embaçando a passagem? – gritou Tiago, no corredor cheio de gente. Escórpio e Rosa coraram e continuaram seus caminhos.



Rosa estava em uma cabine com Alvo e Mary. Ali pela hora em que o carrinho de doces passou, Nikolai apareceu com a irmã, Melina.

– Ei, pessoal – disse o menino. – Sentimos falta de vocês na Copa.

– Minha mãe não pôde ir. Coisas do trabalho – disse Rosa.

– Soube da sua mãe ser candidata a Ministra – disse Melina. – Meu pai vai declarar apoio publicamente. Ele acredita que ela ganhará com certeza.

– Todos estão confiantes.

– Uma nascida-trouxa em um dos cargos mais importantes da Magia – completou Nikolai, sorrindo. – Será um grande feito.

– Com certeza.

– Gostaria de poder votar. Mas papai e mamãe farão isso – disse Mary.

– Soube que o pai do Malfoy pode ser candidato pela oposição – sussurrou Nikolai, como se fosse um segredo.

– Não tem a menor chance – disse Alvo. – Apesar de que o apoio à Supremacia Sonserina está crescendo, infelizmente.

– Sim. Uns idiotas, mas perigosos – confirmou o colega.

🦉

A primeira aula, na manhã seguinte, foi de História da Magia, com o prof. Binns. Todos ainda estavam agitados com o fim das férias, mas bastaram dez minutos do discurso do professor para os estudantes entrarem em um torpor e quase caírem da cadeira.

Rosa, Alvo, Mary e Escórpio pareciam ser os únicos a prestar atenção. Rosa anotava todas as datas que o prof. Binns falava e mal levantava os olhos.

Um origami de coruja sobrevoou as cabeças dos alunos e caiu na frente de Rosa, que se assustou. Ela pegou-o e leu as palavras apertadas na asa: SANGUE-RUIM. A garota amassou o papel e olhou para trás. Rick Flint e Evelyn Pucey estavam rindo.

– Não liga pr'aqueles idiotas – falou Mary, baixinho.

– Eu não ligo. – Rosa amassou o papel e voltou a escrever.

Quando a aula terminou, Escórpio saiu da sala e interceptou Flint, com a varinha na mão.

– Para de importunar a Rosa, Flint – disse ele, com raiva. – O que ela fez pra você, cara?

– Sei lá – disse Rick, fingindo pensar. – Só... não gosto do cheiro, sabe.

Rick e Evelyn riram. Mas Escórpio desferiu um soco no colega que o lançou no chão.

– Sr. Malfoy – disse a profa. Merrythought, aproximando-se. Evelyn ajudou Rick a se levantar. – Menos vinte pontos para Sonserina. Sala da profa. Greengrass, agora.

Escórpio acompanhou a professora de Feitiços, mas ainda olhou com raiva para Rick. Afinal, a profa. Greengrass lhe deu detenção por bater em um colega, mas lhe devolveu dois pontos por defender alguém contra um preconceituoso.

– Um erro não anula outro, Escórpio. Aprenda se controlar.

Escórpio encontrou Rosa a caminho do Salão para o almoço. Ela perguntou o que tinha acontecido e que todos estavam comentando que ele bateu em Flint.

– Agora estou de detenção na sexta e no sábado. Mas o Flint também está.

– Não precisava me defender.

– Precisava sim.

Ela meio que sorriu.

– Você foi à Copa?

– Não. Fiquei de castigo. – Rosa parou e olhou para ele. – Por causa do sapo de chocolate e tudo mais.

– Ai, só se mete em confusão.

Eles chegaram à mesa da Grifinória.

– Não posso me sentar aqui.

– Por que não? Tem algo no regulamento? Senta – ela indicou o banco ao lado dela. Escórpio sentou-se.

Tiago aproximou-se, aborrecido com alguma coisa, acompanhado por Fred.

– Que aconteceu? – perguntou Rosa, quando ele se jogou ao lado de Alvo.

– A Corner não... – começou Fred, mas Tiago viu Escórpio.

– O que tá fazendo aqui? Evapora!

– Tiago – recriminou Rosa.

– Por que é amiga desse Malfoy?

– É melhor eu ir – disse Escórpio, fazendo menção de se levantar.

– Não – disse Rosa, segurando o braço dele. – Tiago é um metido que fica querendo mandar em mim.

As pessoas ao redor já estavam olhando.

– Tio Rony pediu pra cuidar de você. Ele não gosta desse menino. Ele é um Malfoy. Eles são maus.

Escórpio levantou-se e saiu. Rosa foi atrás dele. Ela atravessou o Saguão e o encontrou no corredor de pedra que levava às masmorras.

– Espera.

Rosa passou a frente dele, mas Escórpio abaixou a cabeça e virou de costas, passando a mão no rosto. Ela passou à frente dele.

– Você tá chorando?

– Claro que não – ele tornou a virar de costas para ela.

– Não tem problema nenhum você chorar – ela passou a mão na bochecha dele. – Não liga pro Tiago.

– Acha mesmo que minha família é mau? – perguntou ele, olhando para os pés.

– Eu não conheço sua família, além do que já ouvi falar. Mas você é legal e isso que conta – ela deu um tapinha no braço dele. Escórpio olhou para Rosa e ela sorriu.

– Valeu, Rô.

– A gente se vê na aula de Defesa, então – disse ela e voltou pelo corredor, para o Saguão, enquanto Escórpio pensava sobre o que a menina dissera.

***

 

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Ano 2 Cap 5 O acordo

 


Capítulo 5

O acordo

Draco virou-se e foi até a janela. Ele sentiu os braços da mulher ao redor dele, então virou-se e a abraçou.

– Ele nunca vai entender.

– Talvez um dia – disse ela, afastando-se. – Vou falar com ele.

Astoria saiu e a porta se fechou com um clique.

Escórpio estava no quarto, sentado na poltrona, perto da janela, com a cabeça baixa.

– Querido?

– Quero ficar sozinho, mãe – disse o menino.

– Tudo bem. Mas quando quiser falar, estou aqui, tá?

Escórpio balançou a cabeça e a mãe saiu. Ele estava com raiva. Queria quebrar aquele quarto todo. Por que estava tão enraivecido? Sempre soubera que seu avô e seu pai foram Comensais da Morte. Eles sempre foram olhados meio de lado por algumas pessoas. Por isso fora criado dentro da Mansão, protegido pela mãe o máximo que pudera.

Mas seus amigos sempre tiveram um certo orgulho de seus avós terem feito parte do círculo íntimo de Voldemort, como Vicente Goyle, cujo avô também era ex-Comensal e ainda estava em Askaban. Marcel Pucey até disse, certa vez, que gostaria de ter sido um, como seu avô materno, Parkinson. Coisa que Escórpio achou um absurdo. A verdade era que os Malfoy sempre tiveram sangue nas mãos. Escórpio sentiu nojo de si mesmo.

Ele levantou-se, pegou pergaminho e pena. Pensou em escrever para Rosa, mas como diria essas coisas a ela? Talvez até ela já soubesse, sendo seus pais e tio quem eram. Talvez ele devesse escrever a Ted e Andrômeda e pedir desculpas. Mas ela nem desculparia, depois de tantos anos, de tantas perdas... O menino rasgou o pergaminho e jogou o tinteiro na parede, que se partiu.

Astoria voltou ao quarto, um tempo depois, e encontrou o filho aninhado perto da cama, chorando. Ela correu para ele e o abraçou.

– Não é culpa sua, bebê – Astoria passou a mão nos cabelos dele. Mas ela o deixou chorar até virar soluço. – Olha pra mim.

Os dois encararam-se nos olhos.

– Nada do que aconteceu na família da sua avó ou na Guerra tem a ver com você. As pessoas erram e têm que conviver com seus erros. Você não deve carregar o peso dos erros de ninguém, me escutou?

Escórpio balançou a cabeça. Ele passou as mãos no rosto.

– Arrume suas coisas no malão, para voltar a Hogwarts. Vai ter um novo ano, aprender coisas novas, fazer novos amigos. Não fique pensando em problemas de adultos – Astoria sorriu. Ela acenou com a varinha; o pergaminho e o tinteiro se refizeram. Outro aceno e a tinta foi sugada do chão. – E olha – ela pegou o rosto do filho e passou a mão nas bochechas dele. – Se quiser falar com seu primo, pode tentar. Se ele não quiser responder, fazer o quê. Seu pai não precisa saber – ela cochichou.

🦉 

Rosa despediu-se dos pais, na Plataforma Nove e meia, no dia primeiro de Setembro.

– Cuide-se, viu, querida – disse Hermione, abraçando-a. – E não esqueça de escrever.

– Claro que não, mãe – falou Rosa. – Tchau, Hugo – ela abraçou o irmão.

– Não vejo a hora de chegar logo ano que vem – falou o menino, ansioso.

Rony abraçou a filha e ajudou-a a colocar o malão no trem. Ao mesmo tempo, ele viu Escórpio se aproximar com a mãe. Ele e Rosa se cumprimentaram e subiram. Rony afastou-se para perto dos Potter. Quando Gina largou Tiago, ele chamou o menino.

– Tiago, faz um favor pro seu tio-padrinho? – perguntou Rony, baixinho, para Gina não ouvir.

– Claro, tio – disse Tiago.

– Fica de olho na Rosa pra mim. Não deixa ela ficar de conversinha com o Malfoy.

– Tá – disse Tiago –, mas tem uma condição – acrescentou, lembrando de uma coisa.

– Condição?

– Sabe como é, né? – falou o garoto, como quem não quer nada. – Você precisa de algo e eu preciso de algo.

– É dinheiro que você quer? – Rony riu, contrafeito.

– Não. É que eu gosto de uma garota. E ela ficou interessada em um colar da loja de Madame Malkin, mas a Vick trabalha lá e eu não quero que ela conte a todo mundo que eu comprei.

– Quer que eu compre o colar? – perguntou Rony.

– É. E me mande antes do Natal.

– Feito – disse Rony e apertou a mão do sobrinho.

– Rony! – chamou Gina. – Vai deixar Tiago embarcar?

Tiago correu para o trem antes que as portas se fechassem. Ele debruçou na janela e acenou para os pais e os tios na plataforma,

– O que estava falando com Tiago? – perguntou Hermione ao marido, desconfiada.

– Só dando uns conselhos. Vamos.

 

 ***

 

 

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Ano 2 Cap 4 A verdade

 Olá, bruxinhos e bruxinhas! Mais um capítulo para vocês! Se puder, deixe um comentário.


Capítulo 4

A verdade

Raramente, Escórpio ia ao escritório do pai, que ficava no terceiro andar. Quando era criança ele gostava de ficar lá, observando enquanto seu pai estudava e fazia experimentos, mas à medida que crescia, preferia aproveitar os jardins e quando seus amigos vinham brincar era melhor ainda. Sem falar que sua mãe lhe ocupava boa parte do dia com lições de casa, aulas de piano, desenho e boas maneiras.

O menino subiu as escadas e bateu na grande porta de madeira de duas folhas. Ele ouviu “Entre” e girou a maçaneta prateada. Era uma sala circular, com várias estantes de livros, uma grande escrivaninha de mogno e uma lareira apagada onde havia um caldeirão. Havia mapas e símbolos complicados pregados nas paredes. A pintura de um bruxo magro, de cabelos brancos, cochilava em um quadro de moldura dourada, na parede, defronte à escrivaninha – Escórpio sabia que era Nicolau Flamel. Também havia uma foto de Escórpio e os pais, pouco menor, sentados no jardim da Mansão, em outro quadro. Eles sorriam e acenavam.

Draco estava debruçado sobre um grande livro encadernado em couro de dragão. Levantou a cabeça para olhar o filho.

– Oi, Escórpio. Como foi no Beco? Comprou tudo?

– Sim.

– Vai fazer teste para o time esse ano?

– Acho que sim.

– Ótimo. Se entrar, te darei a Nimbus 3000.

– Valeu, pai.

Draco prescrutou o filho. – Que houve? 

– Pai, eu encontrei Ted Lupin, no Beco Diagonal.

Draco ficou impassível.

– Por que não me disse que tenho um primo e uma tia por parte de minha vó?

– Porque tem muito tempo que elas não se falam. Nem eu nunca tive contato com esse menino.

– Quem são os pais dele?

– Por que quer saber sobre isso?

– Porque também são minha família.

– Olha, Escórpio, você é pequeno demais para entender certas coisas.

– Entender que vocês renegaram Andrômeda por ela ter casado com um nascido-trouxa?

Astoria entrou na sala.

– O que você disse a ele? – Draco questionou-a.

– Ele me perguntou. Eu não ia mentir. 

– Então, pra vocês ainda é importante essa coisa de sangue-puro, né? – tornou Escórpio ao pai

– É maior que isso.

– Vocês foram Comensais da Morte, lutaram por isso e continuam negando parte da família! - Escórpio percebeu que estava gritando. Draco levantou-se e contornou a mesa.

– Olha como fala comigo, garoto!

Astoria se colocou ao lado do filho.

– Você mentiu pra mim!

– O que queria que eu dissesse? O que queria que eu contasse a uma criança?

– A verdade!

Então Draco também estava gritando: – Você quer saber quem são os pais do Ted? Ninfadora Tonks e Remus Lupin. Eles foram mortos na guerra pelos Comensais. (– Draco – disse Astoria, em tom conciliador.) Ninfadora era sua prima, filha de sua tia-avó. E Belatriz a matou.

Draco estava vermelho e Escórpio, pálido. Escórpio fitou o pai, perplexo. Então, saiu correndo do escritório. Astoria olhou para o marido.

– Não precisava ter falado assim com ele.

– Ele queria a verdade. Aí está.

🦉

Capítulo 10 - Jantar de Ano Novo

Olá, bruxinhos e bruxinhas! Demorou, mas saiu! Espero que gostem! Jantar de Ano Novo Astoria desceu as escadas, em seu vestido de veludo...