Olá, bruxinhos e bruxinhas! Demorou, mas saiu! Espero que gostem!
Jantar de Ano
Novo
Astoria desceu as
escadas, em seu vestido de veludo negro. Seus diamantes rutilavam. Ela não
esboçou sorriso quando o marido a elogiou.
– Que fique claro
que estou indo contra minha vontade – disse ela, ajeitando a gravata de
Escórpio. – Só vou porque não quero meu filho sozinho no meio dos seus
amigos.
– Você já disse
isso – Draco revirou os olhos. – É só um jantar, Tori. Não é nada diretamente
político.
– Sei. – Astoria
colocou as luvas.
– Vamos – disse
Draco, estendendo o braço para Astoria, mas ela pegou a mão do filho e saiu.
Draco seguiu-os, resignado.
Hermione, Rony,
Harry e Gina estavam, com os filhos e os senhores Granger, no saguão de entrada
do Warbeck Hall. Hugo reclamava da gravata-borboleta, puxando-a.
– Pare com isso –
falou a mãe. – Está tão bonitinho. Parece um homenzinho.
– Eu sou um
homem.
– Um homem de 10
anos – debochou Rosa.
– Por isso, não
usei a minha – disse Tiago. Gina olhou feio para ele.
– Olha só quem
vem ali – disse Rony, indicando a entrada. Os outros se viraram para ver os
Malfoy entrando.
Rosa observou
Escórpio em seu smoking e ele encarou-a. Logo em seguida, vieram os Pucey e os
Goyle. Ela desviou o olhar quando o menino encontrou os amigos.
– Não é estranho
Higgs ter marcado o evento dele para hoje? – perguntou Rony.
– Vamos entrar –
disse Hermione e eles entraram no salão. Várias mesas estavam postas com pratos
e talheres reluzentes e taças de cristal. O palco estava montado com um piano
de calda preto.
Uma bruxa de
vestido dourado apareceu e os conduziu a uma mesa com a plaquinha Weasley/Potter,
próxima ao palco. Percy e a família já estavam lá, junto com o sr. e a sra.
Weasley.
Enquanto isso, no
saguão, os Malfoy eram cumprimentados pelos Pucey e pelos Goyle.
– Você está
maravilhosa, Tori, querida – disse Pansy. Seus olhos famintos olharam dos
brincos para o colar da outra, mas o sorriso não vacilou.
– Obrigada,
querida – disse Astoria...
Vítor e Rayna
Krum cumprimentaram Hermione, Rony, Harry e Gina e os demais da mesa. Nikolai
fez questão de se adiantar para apertar a mão de Rosa. Eles saíram.
– Afinal, minha
esposa é mais bonita que a do Krum – disse Rony.
– Pare com isso,
Ronald – falou Hermione, contrafeita.
– Rony nunca
superou o colégio – disse Gina, revirando os olhos.
– E você que
quase azarou a Cho quando ela cumprimentou o Harry.
– Isso não é
verdade – Gina disse, aborrecida.
– O Tiago sumiu
atrás da filha dela – completou Rony. Gina procurou pelo salão e avistou o
filho na mesa dos Corner, conversando com Edmundo e Sagwa.
Logo, Hermione se
viu engolfada em um mar de cumprimentos de antigos colegas e conhecidos, que
vinham até a mesa cumprimentá-la. Então, uma mulher com um vestido de gola
alta, em cascata, verde-claro, apareceu. Ela sorriu.
– Hermione, Ron,
Harry, Gina... Celestina pede desculpas pelo atraso, mas ela está chegando.
Vocês estão bem servidos? Gostariam de algo?
– Whiskey de fogo
– disse Rony.
– Não, obrigada,
Lilá – disse Hermione, olhando feio para ele.
– Hermione –
disse um homem alto e forte, parando atrás de Lilá(ela virou-se). Ele apertou a
mão de Hermione e beijou-a.
– Pensei que não
viria, Corm – disse Lilá, com o sorriso vacilando. Ele deu um beijo na bochecha
dela.
– Como não.
Naquele momento,
Rita Skeeter adentrou o salão, seguida de perto por um fotógrafo. Os cabelos
loiros dela estavam presos em um coque elegante e ela usava um tailleur
verde-limão. Sua pena de repetição rápida a seguia, junto com um pergaminho.
– Ah, o quarteto
mágico! – disse ela, com afetação. – Enviei Vane ao jantar do Higgs pois não
poderia perder isso por nada... – ela observou a mesa. – Onde estão o sr. e a
sra. Gui Weasley? Então, de fato, houve um racha na família.
– Me poupe, Rita –
disse Gina. – Gui e Fleur estão ótimos. Só optaram por não comparecer pois não
queriam ter o desprazer de encontrar você.
– Alguma
declaração sobre seu protegido, Harry? – ela sorriu. Harry ignorou-a. – Então,
Celestina está amadrinhando sua campanha, Hermione?
Nesse momento, Celestina
Warbeck adentrou o salão e as vozes se calaram. Ela era uma senhora cor de
mogno, alta e marcante. Estava em um vestido azul-marinho com estampa de
gira-gira que realmente giravam pelo tecido. Todos aplaudiram, de pé. Ela
acenou e cumprimentou, enquanto passava...
No jantar de
Higgs, ele subiu ao palco e todos aplaudiram. O pianista fantasma parou de
tocar.
– Boa noite!
Obrigado por terem vindo. Gostaria de agradecer a presença ilustre da família Malfoy.
– Draco e Lúcio acenaram com a cabeça e houve aplausos breves. Flashes
dispararam. – Minha esposa maravilhosa, que organizou esse jantar, Daisy. Sr. e
sra. Goyle... Estamos aqui como uma maneira de confraternizar, de lembrar a que
fomos chamados e de onde fomos tirados. Divirtam-se.
Um grupo de
música clássica subiu ao palco e começou a tocar uma balada.
– Que chatice –
disse Marcel, para Escórpio, Vicent e Evelyn, sentados perto dele, e bocejou. –
Vem, vamos encontrar o Higgs.
– Pra onde vamos?
– perguntou Escórpio, olhando para mãe, sentada à outra mesa. Ela estava
conversando com Draco e eles pareciam discutir.
– Anda logo.
Os garotos
encontraram Átila Higgs e saíram do salão, desceram para o primeiro andar.
Esconderam-se atrás de um grifo de mármore.
– Olha só – disse
Higgs. – Existem sete dutos de ventilação no salão. Cada um vai levitar e
atirar uma bomba de bosta por ele. E eu vou mandar um pó escurecedor. – Ele
mostrou uma sacola com o símbolo da Gemialidades Weasley
– Por que vocês
vão fazer isso? – perguntou Escórpio.
– Porque aquela
sangue-ruim já cheira mal mesmo, não vai fazer diferença.
– Você não pode
falar assim da Hermione – disse Escórpio, vermelho.
Higgs encarou-o. –
Olha só, Malfoy agora tá se bandeando pro lado de lá. Sua família é uma
traidora nojenta também, que entregou metade de nós pro imundos que tomaram o Ministério.
Mas seu pai decidiu apoiar meu pai então vou te dar uma chance. Ou tá com a
gente ou é um deles.
Higgs empurrou
uma bomba na mão de Escórpio e ele enrubesceu mais ainda...
Celestina tinha
feito um pequeno discurso de agradecimento, depois convidou o Ministro Kingsley
a dar uma mensagem e logo depois ele passou a palavra a Hermione. Enquanto
isso, Mary se aproximou da cadeira de Rosa e sussurrou:
– Os meninos
estão aprontando alguma coisa. – Rosa olhou para ela. – Vem. – As duas foram
para o fundo do salão, onde Alvo estava. – Tiago e a turminha dele, sabe...
Enquanto saíam do
salão, Alvo contou a Rosa o que os outros tinham proposto a ele de fazer. Mas
ao irem subindo para o primeiro andar, Rosa viu Escórpio escondido atrás do
grifo. Ele a viu e saiu andando rápido pelo corredor.
– Podem ir –
disse Rosa e voltou.
Ela seguiu Escórpio
pelo corredor.
– Malfoy!
Ele parou e
virou-se, devagar, colocando as mãos nos bolsos.
– Mostre suas
mãos.
– Você não manda
em mim, Weasley.
Rosa ia avançar
para ele, mas houve vários sons de bombas abafadas e gritos e Rosa virou-se. Os
dois correram de volta pelo corredor. A multidão se encontrou no primeiro
andar. Todos falavam ao mesmo tempo e Kingsley tomou a frente. Apontou a
varinha para a garganta e falou com a voz amplificada.
– Silêncio! Por favor,
vamos nos acalmar...
– Acalmar? –
gritou Higgs. – Fomos atacados!
– Também jogaram
bombas de bosta no nosso salão...
– Você! – ele
indicou para Tiago, que estava perto da mãe. – Todos sabem da sua fama de
encrenqueiro.
– Eu não fiz nada
– disse o garoto.
– Mostre suas
mãos.
– Do mesmo modo
poderíamos dizer que seu filho tem algo a ver com o que aconteceu nesse salão –
disse Harry, encarando Higgs.
– Mostre suas
mãos, filho – falou o sr. Higgs. Átila hesitou. – Mostre.
Átila esticou as
mãos e estavam sujas de algo marrom parecido com lama. Gina puxou as mãos de
Tiago dos bolsos dele, mas estavam limpas. O sr. Higgs olhou com raiva para o
filho.
– Então, chegamos
a um veredicto – disse Kingsley. – Foi uma pegadinha de criança. Vamos limpar o
salão e todos voltaremos a nossos lugares.
Gina puxou Tiago
de lado. – Eu sei que foi você e seus amigos.
– Eles fizeram o
mesmo. Só revidamos. Deveria ouvir o que falaram da tia Mione.
– Mas não se
resolve nada atacando, Tiago Sirius!
– Daremos a
resposta na eleição – disse Harry. – Está de castigo.
– Ah, pai – Tiago
reclamou, chateado.







