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Personagens e lugares da série Harry Potter pertencem a JK Rowling e Warner Brothers. Essa história é apenas uma fanfic sem intenção de ferir os direitos autorais. Personagens originais inventados para continuidade da história.

Harry Potter Publishing Rights © J.K. Rowling. Harry Potter characters, names and related are trademarks of Warner Bros. All rights reserved. My history is a fanfiction. Not intention infringe copyright



Resumo

Rosa e Escórpio são amigos desde o primeiro ano, apesar de seus pais terem proibido. Porém, contra todas as proibições eles apaixonam-se e começam a namorar. Quando Draco e Rony tomam conhecimento do fato tentam afastá-los. Em um encontro às escondidas, Draco encontra Rosa e Escórpio e ofende a garota. Como Escórpio não tem coragem de se pronunciar contra o pai, Rosa percebe que talvez ele seja exatamente o que o pai dela diz: um covarde, amante da ideologia dos sangue-puro.
A partir daí, Rosa terá que lidar com sua decepção, enquanto Escórpio encara arrependimento. Ele conseguirá superar o medo do pai e do avô e se posicionar em relação ao que acredita e ama? E que consequências isso trará para o casal?

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Parte XXI


Lumus! Olá, bruxinhas e bruxinhos! Mais uma parte para vocês. Espero que gostem. Deixem um comentário para eu saber o que acharam.

Rosa e Escórpio
Entre a serpente e a espada
Parte XXI

Quando Rosa atravessou os jardins para ir à cabana de Hagrid, junto com Mary, Alvo e Lílian, havia muitos alunos por ali, fazendo guerra de neve e uns primeiranistas faziam um boneco de neve.
– Não é o Escórpio ali? – perguntou Mary, apontando em direção ao lago congelado. Rosa olhou para o lado e divisou Escórpio sentado sozinho na neve com a varinha na mão.
– O que ele tá fazendo? – perguntou Rosa, franzindo o cenho.
Eles continuaram até a casa do guarda-caças. Bateram e Hagrid abriu. Eles não demoraram porque Hagrid iria ajudar os outros professores com os últimos preparativos para o Baile. Quando voltavam para o castelo, os quatro foram atingidos por bolas de neve.
– Ah – fez Rosa e ao se virar, viu Tiago, Sagwa, Hugo e Pixie parados mais adiante com bolas preparadas para atirar.
Rosa, Mary, Alvo e Lílian também atiraram bolas contra eles e a guerra começou. Ao correr em direção ao lago para se proteger, Rosa viu Escórpio ainda sentado à beira do lago. Ela abaixou-se, pegou uma pelota de neve e arremessou contra ele. Escórpio virou-se, baratinado, e viu Rosa rindo dele.
– Tá tentando morrer congelado? – perguntou ela, aproximando-se.
Escórpio estava sentado sobre um manto verde com o escudo da Sonserina e enrolado na manta xadrez verde e prata que levara para o piquenique em Majorca.
– Seria bom, né? Perder toda a sensibilidade – Escórpio olhou para Rosa e esticou o braço, segurando a ponta da manta como uma asa de morcego. A garota entendeu que ele queria que ela sentasse ao seu lado. Rosa olhou por cima do ombro para seu irmão, primos e amigos ainda entretidos com a guerra de neve. Ela sentou-se ao lado de Escórpio, que passou o braço pelos ombros dela, cobrindo-a. A manta sobre o chão estava seca, indicando que Escórpio lançara um Feitiço Impermeabilizante.
– Recebi seu bilhete – disse Rosa.
Escórpio não disse nada, ficou fitando a superfície do lado congelado. Ele enviara um bilhete para Rosa, pedindo uma dança no baile.
– Então vai ficar em Hogwarts no Natal?
– Não. Vou pra casa. Meus avós vêm todos os anos. – Escórpio olhou para Rosa e os olhos azuis dele se destacavam no rosto vermelho fustigado pelo frio. Por um momento, a garota achou que ele ia beijá-la. – Vamos terminar a escola ano que vem. E se a gente nunca mais se encontrar?
– Por que tá falando isso? – perguntou Rosa, horrorizada.
– É uma possibilidade. Promete que nunca vai me esquecer? – Rosa olhou para as mãos no colo. – Rô...
– Você tá desistindo? – Rosa olhou para Escórpio, que sustentou o olhar. – Você é... é... um imbecil. – Ela começou a bater nele. – Um covarde, Escórpio Malfoy...
O garoto não se defendeu.
– Um... um... idiota – Rosa levantou-se. – Então fica aí. Tomara que... que você morra!
Escórpio levantou-se e Rosa achou que ele ia bater nela. Recuou.
– O que você quer que eu faça? – berrou ele e todos no jardim olharam para eles. – Seu pai me odeia e meu pai te odeia!
– Não sei o que você faria. Mas eu estava disposta a lutar se você se decidisse – gritou Rosa. E saiu correndo em direção ao castelo.
Faltavam duas horas para o baile e Rosa ainda não começara a se arrumar. Mary tentava alisar o cabelo com uma poção alisadora e um Feitiço Alisador; Ciola Thomas estava à beira de um ataque de lágrimas porque seus cabelos não cacheavam; Ania Coote reclamava dos sapatos não combinarem com o vestido e Serena Finnigan não conseguia entrar no vestido.
– Ai, será que eu engordei? – perguntou Serena, desesperada. – Não é possível. Acho que Fred vai ficar sem par – ela jogou-se na cama.
– Rosa, levanta daí – disse Mary. – Você vai deixar Edmundo Corner esperando?
– Depois do Escórpio, ele é o cara mais bonito da escola – disse Ania. – Você tem sorte! Como a profa. Greengrass consegue mudar a cor do chapéu tão fácil? – Ela estocava os sapatos com a varinha.
– Me dá aqui – disse Rosa e com um toque da varinha fez os sapatos de Ania ficarem rosa como o vestido. – Tenta um feitiço criador de pontes, Ciola. E passa isso aqui – a garota entregou um pote de poção fixadora que Victoire lhe dera.
Rosa virou-se para Serena.
– Vamos tentar um feitiço extensor – Rosa tocou o vestido da colega e ele ajustou-se perfeitamente ao corpo da garota.
  – E Mary, você deveria aproveitar seus cachos e não se livrar deles. Passa a Poção Permanente e o Feitiço Criador de Pontes da Vick. Vai ficar lindo.
– Valeu, amiga.
– Obrigada, Rosa!
– Você é demais!
– A melhor.
Uma a uma, as meninas a abraçaram, agradecidas. Rosa pegou o vestido sobre a cama e suspirou. Não estava com vontade de ir àquele baile.
– Vamos, anima – disse Mary ao ver a expressão de Rosa.
A garota vestiu o vestido azul-piscina, calçou os sapatos de salto pretos, presente da vovó Elisa, prendeu os cabelos de um lado e Mary a maquiou.
– Você tá linda! – disse Mary, sorrindo, e as duas foram as últimas a sair do quarto.
Alvo estava esperando por Mary, na Sala Comunal, com suas vestes a rigor pretas.
– Você tá linda – disse ele a Mary, sorrindo.
– Obrigada – disse Mary, ruborizando. – Você também tá lindo.
Alvo estendeu o braço para ela. Rosa acompanhou-os, lembrando-se que não combinara com Edmundo onde encontrá-lo. Mas ele estava esperando-a, em um elegante terno azul-marinho do século XX, no alto da escada de mármore.
– Você está linda – disse ele, sorrindo.
Enquanto desciam as escadas, Rosa viu Escórpio ao lado de Melina, ele com vestes a rigor azul-celeste e ela com um vestido azul-claro, com bordados de bronze. Escórpio olhou para Rosa com uma expressão que ela não soube decifrar.
O salão Principal estava decorado com as cores das quatro Casas e pequenas mesas tinham sido postas a um lado da parede. Do outro, havia uma das mesas longas, repleta de petiscos. No meio, ficara um espaço para dançar. A mesa dos professores fora removida e o lugar se transformara em um palco. O teto exibia um céu pálido e nublado e neve caía dele, mas não chegava ao chão.
Duas mulheres, conhecidas como a dupla Swing, subiram ao palco. Aine era magra e alta, com cabelos a la Elvira, e Jill era gorda e baixa, de cabelos revoltos.
– Boa noite, pessoal! – gritaram elas e todo mundo gritou. – UHU! Vamos começar a nossa festa com “Se olhares fossem feitiços” – anunciou Aine.
Elas começaram a tocar e muitos casais encheram o meio do Salão.
– Você se importa de esperarmos a próxima? – perguntou Rosa, bem perto do ouvido de Edmundo. – Eu quero sentar.
– Ah, tá ok – disse ele, frustrado. Os dois acharam uma mesa vazia e se sentaram.
Pouco antes da música terminar, Tiago apareceu, trazendo Lílian pelo braço.
– Você vai ficar aqui! – disse ele, empurrando com rispidez em uma cadeira ao lado de Rosa. – Que absurdo! Beijando o Diggory na frente de todo mundo!
– Por que você pode beijar ela – Lílian apontou para Sagwa, que seguira os dois – em qualquer lugar?
– Você é uma criança e ele é mais velho que você!
– Eu não sou criança e você não é meu pai, Tiago Sirius.
– Deixa ela, Ti – pediu Sagwa, tentando acalmá-lo.
– Fica quieta – disse Tiago, ríspido. Sagwa ficou ofendida, virou-se e saiu. Tiago percebeu o erro e foi atrás dela.
Lílian levantou-se e sumiu entre os estudantes que dançavam.
– Vamos dançar? – perguntou Edmundo e Rosa assustou-se, esquecera que ele estava ali. A garota pensou em recusar, mas ela o tinha convidado; ele poderia estar se divertindo com outra garota.
– Vamos – respondeu Rosa, sorrindo amarelo.
A Swing estava tocando uma música lenta e os casais dançavam abraçados. Edmundo colocou os braços em torno da cintura de Rosa e ela não teve alternativa a não ser colocar os braços em torno do pescoço dele.
– Seu perfume é ótimo – disse Edmundo, no ouvido de Rosa.
– Obrigada – disse ela, sem graça.
Enquanto isso, Escórpio dançou a primeira música com Melina, mas quando começou a segunda e ele viu Rosa e Edmundo entrarem na pista, achou melhor dar uma volta.
– Desculpa, Mel, mas eu preciso ir ao banheiro – disse Escórpio e saiu. Melina foi sentar-se em uma das mesas desocupadas.
– Sozinha? – perguntou Hercule MacMillan, aproximando-se.
– É – disse Melina e ele estendeu-lhe a mão. Os dois saíram para o meio do Salão.
Escórpio passou por Tiago e Sagwa, que discutiam no Saguão de Entrada, subiu as escadas de mármore e sentou-se no primeiro degrau.
– Você gritou comigo! – dizia Sagwa, aborrecida. – Você não pode falar assim comigo.
– Desculpa, Sa – implorou Tiago. – Eu tava aborrecido com Lílian.
– Ela não estava fazendo nada demais.
– Mas ela só tem catorze anos.
– E daí? Eu tinha catorze quando começamos a namorar.
– Mas eu não falto respeito com você. Eu sou homem, sei como Diggory tá pensando quando tá com minha irmã.
– Você é um devasso, Potter – disse Sagwa, enojada, e saiu balançando os cabelos negros.
– Espera, Sagwa Cho Corner! – Tiago subiu as escadas atrás dela. – Não pode terminar comigo. Seus pais vão lá em casa no Natal. Eu vou pedir sua mão.
Escórpio ficou sentado na escada pensando que gostaria que gostaria que Rosa estivesse com ele, mesmo se brigassem. Claro preferia beijá-la, mas qualquer coisa valia para estar com ela.
– Hyp? – perguntou a profa. Greengrass, em um longo vestido verde com estrelas pratas, parando no pé da escada, vindo das masmorras. – O que está fazendo aqui sozinho? – Ela subiu e sentou-se ao lado do sobrinho.
– Eu tô me sentindo sozinho – disse Escórpio.
– Por causa da Rosa? – ele olhou para ela. – Tá pensando que eu não sei tudo que tá acontecendo? Aliás, deveria confiar mais em sua madrinha – ela pareceu ofendida. – Sabe, Hyp, eu também fui criada com esse discurso dos sangue-puro. Eu estava aqui, na guerra. Eu decidi que iria ficar aqui como professora para mostrar aos jovens que esse não é o caminho. A aceitação das diferenças é o antídoto para o veneno da guerra. Seu avô não gostou. Queria que eu casasse com algum sangue-puro rico, mas eu queria mais. Ah, não estou falando que Tori está errada por ter casado com seu pai – acrescentou para se explicar melhor.
– Eu entendi, tia – disse Escórpio, sorrindo.
– Sua mãe é feliz sendo esposa e mãe, mas eu precisava sentir que estava fazendo algo pelo mundo bruxo, para evitar mais sofrimento. Eu fiz minha escolha. Nunca ofendi meu pai ao dizer “não”, mas se eu não dissesse não seria feliz.
Escórpio olhou para tia Dafne e tentou imaginá-la como alguém infeliz. Os olhos dela brilhavam e o sorriso era contagioso.
– A senhora quer dizer que eu deveria escolher ficar com a Rosa e enfrentar meu pai? – perguntou ele.
– Pese as consequências de cada escolha e vai saber qual a melhor – a profa. Greengrass levantou-se e desceu as escadas.
No salão Principal, o Baile continuava. A Swing continuava tocando.
Depois de dançar com Edmundo, Rosa foi sentar-se a uma mesa enquanto o garoto foi pegar umas bebidas. Na mesa de trás havia um grupo de alunos da Sonserina, inclusive Evelyn.
– É igualzinha a mãe – disse Evelyn, alto o suficiente para se fazer ouvir. – Sempre querendo um namorado com potencial para fazer fama no quadribol, para tentar esconder o sangue sujo. Uma maria-balaço. – As outras riram.
Rosa sentiu o ódio subir em espiral. Evelyn estava falando da mãe dela. Ela já ia levantar, mas Edmundo chegou acompanhado de Sean. Rosa pegou o copo que Edmundo lhe estendia e bebeu para engolir o nó na garganta.
Depois de mais uma música agitada, Jill perguntou:
– E aí, se divertindo? – todos gritaram. – Mais uma balada pra vocês!
– Posso pedir seu par emprestado por uma música? – perguntou Sean a Edmundo.
– Se ela quiser – disse ele.
– Vamos? – perguntou Sean, estendendo a mão para Rosa. A garota levantou-se, apenas para ficar longe de Evelyn.
Escórpio voltou para o Salão quando a música começou. Melina estava ao lado da mesa de lanches, conversando com Lizzie. Escórpio foi até ela e puxou-a para pista de dança.
– Você tá ainda mais linda hoje – disse Sean a Rosa, sorrindo.
– Obrigada – disse ela, entediada.
– Sabe, agora que você está de fato livre, a gente poderia sair daqui e...
– Quem disse que estou livre? – perguntou Rosa, olhando para ele.
– Todo mundo sabe que você e Malfoy terminaram – Sean apertou o abraço em torno da cintura de Rosa. – Então...
– Não! – Rosa tentou afastá-lo. – Eu te dei uma chance e você me traiu.
– Larga ela, Wood – disse Escórpio, puxando Sean pelos ombros e empurrando-o.
– Fica fora disso, Malfoy – gritou Sean e todo mundo parou de dançar para observá-los. A Swing parou de tocar.
– Rosa é minha namorada – gritou Escórpio e olhou para Rosa, que o encarou. Ele puxou a varinha e Sean também. (A profa. McGonagall, parada ali perto, adiantou-se, mas Dafne deteve-a). Escórpio apontou a varinha para a própria garganta.
– Desculpa, Aine e Jill – disse ele, olhando para as cantoras. – Vou roubar um pouco a atenção. Porque eu quero dizer uma coisa a Rosa Weasley – ele olhou para ela. – Desculpa, Rô, por eu ser um idiota covarde enquanto você é linda, inteligente, talentosa e com um grande coração. Eu quero dizer aqui, na frente de todo mundo, que adoro o jeito que você sorri e aparecem covinhas nas suas bochechas, seus olhos avelã. E o jeito que você fica concentrada na aula de História da Magia, que ninguém aguenta.
O prof. Binns, flutuando por ali, ficou ofendido.
– E a sua mania de decorar tudo que lê...
– Ôh papo chato! – gritou Marcel Pucey, do meio dos estudantes.
– CALA A BOCA, PUCEY! – disse a maioria das pessoas, inclusive da Sonserina. Todos ficaram quietos e Marcel, vermelho.
– Eu escolho você, Rosa – continuou Escórpio, olhando para a garota a alguns passos dele. – Eu deixo todo o resto de lado por você. Não me importo que sua mãe seja nascida trouxa. Eu simplesmente agradeço por ela ter nascido. Porque sem ela você não existiria. E se minha família quiser me renegar, eu não ligo. Porque meus filhos vão ter sangue trouxa, eles querendo ou não. É com você que imagino meu futuro. Então, Rosa Weasley, volta pra mim. Aceita ser minha namorada pra sempre? – Escórpio apontou a varinha para a garganta, bloqueando o feitiço amplificador e esperou.
Rosa ficou parada, alguns segundos, fitando-o e correu para os braços dele. Os dois abraçaram-se e se beijaram, sem se importar com a multidão olhando. No mundo deles só ouviam um barulho distante de palmas.
Rosa e Escórpio afastaram-se, ainda abraçados, sorrindo um para o outro.
– Eu te amo – disse Rosa.
– Eu te amo demais – disse Escórpio e levantando Rosa do chão, girou com ela.
Uma balada romântica tocava agora e eles dançaram abraçados.
– Fomos jogados para escanteio, né? – disse Melina, sentando-se ao lado de Edmundo. Eles ficaram observando Rosa e Escórpio.
– Ela nunca quis vim comigo – disse ele, resignado.
– Quer dançar? – perguntou Melina.
– Ahn... – ele olhou para ela. – Claro. – De mãos dadas, os dois foram para pista de dança.

domingo, 17 de junho de 2018

PARTE XX


Lumus! Olá, bruxinhos e bruxinhas! Mais uma parte postada. Espero que gostem. Comentem para eu saber o que acharam. 

Rosa e Escórpio
Entre a serpente e a espada
Parte XX


Depois da aula de Poções, Rosa Alvo e Mary foram para o Salão Principal almoçar. Escórpio apareceu no Saguão junto com Sean, que vinha dos jardins, e Bruno, que se atrasara na sala da profa. Madley.
– Rosa – chamaram os três, ao mesmo tempo, e foram até ela.
– O que vocês querem com ela? – perguntou Sean, na defensiva.
– O que você quer com ela? – rebateu Escórpio.
– Vim confirmar se ela vai ao baile comigo.
– Claro que não. Você é um idiota que a traiu. Ela vai comigo, né, Rô?
– Peraí, também quero convidá-la para ir ao Baile – disse Bruno.
– Sai daí, Finch-Fletchey – disse Sean.
– Por que? – Bruno puxou a varinha.
– Ui, que meda – disse Sean.
– Podem ir embora – disse Escórpio.
– Deixa ela escolher – sugeriu Bruno e os três viraram-se para Rosa.
– Ahn – disse ela e viu Edmundo Corner, artilheiro e capitão do time da Corvinal, passando para o Salão. – Ed – ela chamou.
– Ah, oi, Rosa – disse ele, sorrindo.
– Nós vamos ao Baile juntos, né? Você me convidou na última aula de Feitiços – Rosa tentou deixar implícito que era para ele responder "sim" e Edmundo percebeu os garotos ao redor dela.
– Foi – disse ele, sorrindo. – Vai ser ótimo – Edmundo piscou para ela e seguiu seu caminho.
– Desculpa, garotos – disse Rosa e saiu andando o mais rápido que pode.
Escórpio estava anormalmente calado quando Rosa se reuniu a ele em um horário vago em comum, na biblioteca, para terminarem o texto da diretora.
– Vai me dar um gelo agora, é? – perguntou Rosa, aborrecida.
– Não – disse Escórpio com os olhos no pergaminho a sua frente. – É que minha felicidade é tão grande que nem consigo expressar em palavras. – Ele empurrou o pergaminho para Rosa. – Acho que terminamos – falou, mal-humorado.
– Eu nunca prometi ir ao Baile com você – disse Rosa.
– E quem se importa com esse Baile idiota? – perguntou Escórpio, jogando suas coisas dentro da mochila.
– Tá parecendo uma criança mimada – disse Rosa, sorrindo, mas Escórpio lançou-lhe um olhar carrancudo.
– Desculpa, srta. Weasley, se eu não sou tão maduro quanto seu namoradinho Corner, que explode latas de lixo.
– Ed não é meu namorado - disse Rosa, guardando suas coisas na mochila também.
Ed – bufou Escórpio, desdenhoso. – Espero que sejam felizes – ele levantou-se, pegando o texto e saiu.
      – Espera – disse Rosa, indo atrás dele. – Escórpio – ela alcançou-o e parou a sua frente –, você não pode exigir nada de mim enquanto não decidir o que de fato você quer.
– Enquanto isso você se diverte com todos os times de quadribol da escola.
Rosa deu-lhe um tapa na cara. – Você não tem o direito de falar assim comigo, Malfoy – disse Rosa, com a voz embargada e saiu correndo antes que começasse a chorar na frente de Escórpio.
– Droga – disse o garoto, arrependido, e correu atrás de Rosa. – Espera, Rô. Rosa! –ele alcançou-a no andar de cima. Ele segurou-a.
– Me solta, Malfoy! – disse Rosa, debatendo-se, tentando alcançar a varinha.
– Desculpa. Desculpa por eu ser um imbecil. Não quis dizer aquilo.
– Mas disse! Me larga!
– Para!
– Eu vou gritar!
– Ótimo – disse o garoto. – Assim vamos para a diretoria de novo.
– O que você quer? – perguntou Rosa, parando de lutar e encarando-o. Percebeu que foi uma péssima ideia – aquele olhar celeste a fez desmoronar.
– Eu quero você – disse ele. Eles fecharam os olhos e encostaram uma testa na outra, sentindo a respiração um do outro.
– Por que não disse isso a seu pai? Sabe que isso é impossível.
– O impossível está atrás da linha do impossível, é só a gente atravessar.
– Estar com você me machuca mais do que eu posso aguentar – disse Rosa, abrindo os olhos e eles afastaram as cabeças uma da outra.
– E isso me mata como se eu estivesse sendo atacado por um dragão – disse Escórpio, agora segurando as mãos de Rosa entrelaçadas nas dele, na altura do queixo dela.
– Hum hum – fez alguém e os dois olharam para o lado. A profa. Dafne estava parada a alguns passos. – Corredor não é lugar para namorar – disse ela, séria, mas meio sorrindo.

Escórpio afastou-se de Rosa, mas ainda segurando sua mão.
– A gente não estava namorando, tia, quer dizer, professora – disse ele.
– Não era o que parecia. Por que não estão na aula?
– Horário vago – disse Rosa.
– Ah. Vamos, circulando – disse a profa. Greengrass.
Escórpio e Rosa saíram, mas o garoto parou.
      – Ah, professora, a diretora está na sala dela? Temos que entregar o texto que ela pediu.
– Está. A senha é "tritão de gengibre".
– Obrigado – Escórpio e Rosa saíram de mãos dadas.
– Agora sua tia vai achar que a gente estava se agarrando no corredor – disse Rosa, enquanto subiam para sala da diretora.
– Pena que não é verdade – disse Escórpio, sorrindo. Rosa deu um tapa de leve, no braço dele, fingindo estar aborrecida, e sorriu também.


Dezembro estendeu-se sobre Hogwarts e um manto branco cobriu os terrenos. Os estudantes eram vistos nos corredores sempre bem agasalhados, com luvas e cachecóis para se proteger das correntes de ar que entravam pelas janelas. O Salão Principal já estava decorado com as tradicionais doze árvores. E havia pés de azevinho e visgo nos corredores. O que aliás tinha se tornado uma consternação para Betezaida. Os casais achavam as plantas um convite à chance de se beijarem escondidos. A bruxa pegava o menino e a menina que encontrasse e os fazia limpar todos os banheiros.
Hugo e Pixie foram pegos e a garota ficou deprimida por ter quebrado todas as unhas. E deu um gelo de três dias no namorado como se ela não tivesse culpa na transgressão.
Tiago e Sagwa também quase foram pegos, uma noite, mas o garoto tinha um Pó Escurecedor do Peru e soltou-o deixando Betezaida baratinada. Os dois correram para suas salas comunais – ela para a da Corvinal. A partida Corvinal versus Lufa-lufa ocorreu no primeiro fim de semana de Dezembro e todos ficaram agradecidos por Sagwa ter capturado logo o pomo para que pudessem voltar ao castelo e se aquecer.
– Então, Escórpio – disse Evelyn, sentando-se ao lado do garoto, no café da manhã. – Ouvi dizer que não tem par para o Baile.
– É – disse Escórpio, comendo uma torrada.
– Também estou sem par – disse Evelyn. – Não quer ir comigo?
– Não, obrigado – disse o garoto e levantou-se, pegando a mochila.
Ele saiu do Salão e viu Melina Krum, artilheira e capitã do time da Corvinal.
– Melina – chamou Escórpio.
 – Oi, Escórpio.
O grupinho de Melina, que incluía Sagwa, Lizzie Fawcett-Stebbins e Sheeva Patil-Volant, esperavam por ela.
– Quer ir ao baile comigo?
– Ahn, é, pode ser – disse Melina. – Mas e a Rosa Weasley? – É claro que ela sabia que Rosa ia com o irmão mas queria ter certeza.
– Ela vai com o Corner e não estamos mais juntos – respondeu Escórpio. – A gente se vê.
– Ok – disse Melina e foi se juntar às amigas.

– Soube da última? – perguntou Mary a Rosa, no jantar. – Escórpio convidou a Krum pro Baile. Tá todo mundo comentando.
Rosa sentiu como se um caldeirão de poção borbulhasse em sua garganta, apertou com força os talheres e respirou fundo.
– Problema dele – disse Rosa, colocando uma força extra para cortar o frango em seu prato.
Rosa tentou manter a calma, mas quando saiu do Salão viu que Escórpio estava conversando com Melina enquanto saíam. Ela abriu caminho até ele e pegou o braço dele.
– Licença – disse a Melina e puxou Escórpio escada acima.
No primeiro patamar, afastados do caminho dos outros, Rosa parou e soltou o garoto.
– Melina Krum? – perguntou ela, possessa.
– Calma, Weasley. Daqui a pouco vai sair fumaça do seu nariz – brincou Escórpio. – Você não pode exigir nada de mim. Não temos mais nada, né?
– Você cheira a desespero, Malfoy.
– Quem cheira a desespero é você. Foi você que chamou o Ed para ir ao Baile primeiro.
Eles encararam-se.
– Ótimo – disse ela. – Fique com a Krum. Talvez o pai dela te consiga um lugar em algum time de quadribol.
– Ora, agora eu tô com ela por interesse.
– Ah, vai te catar, Malfoy – disse Rosa e subiu as escadas para o próximo patamar.
– Louca – gritou Escórpio. – É o que você é, Weasley. – E sorriu enquanto a observava desaparecer entre os colegas que subiam as escadas.